segunda-feira, 27 de julho de 2009

Zona de Castro Marim - Antigo posto da Guarda Fiscal recuperado para casa abrigo



Descrição:
Antiga casa da Guarda-Fiscal localizada no Centro de Educação Ambiental de Marim (CEAM), constituída por:- casa principal com sala, hall, cozinha, 2 quartos (1 com casa de banho privativa), 1 casa de banho. Capacidade máxima para 4 ocupantes.- anexo com 1 quarto e casa de banho; capacidade máxima para 2 ocupantes.- anexo com 1 quarto e casa de banho; capacidade máxima para 2 ocupantes.- uma sala para tratamento de roupas.
Capacidade total para 8 ocupantes. A casa e os anexos podem ser alugados separadamente.
Dispõe de mobiliário e equipamento de cozinha.Dispõe de água e electricidade

Cais Sodré Lisboa - Antigo Posto da Guarda Fiscal


O Posto da Guarda Fiscal do Cais Sodré, Lisboa, foi construído em 1904, sendo totalmente de madeira. Era um ex-libris da cidade e da GF. Manteve-se em estado razoável de conservação e guarnecido até 1993, ano da extinção da Guarda Fiscal. Com a integração na GNR foi desguarnecido e deixado ao abandono. Frequentado por toxicodependentes acabou por arder totalmente pouco tempo depois. Uma perda para a cidade e para o património da Ex-Guarda Fiscal que a GNR prometeu cuidar mas que tem delapidado irresponsavelmente.
O Presidente da Câmara Municipal, João Soares, autorizou a construção de um bar no mesmo local, também em madeira, e que apresenta algumas semelhanças com o antigo posto - o bar Guarda Rio.

Restaurant Marisqueira ‘Guarda Rio’ Cais do Sodré: fresh seafood, beautiful river views & smugglers
Restaurant Marisqueira ‘Guarda Rio’, (Antigo Pavilhão da Guarda Fiscal, a former observation point overlooking the river Tagus) is located just near Cais do Sodré, Lisbon’s major bus, metro, train station and ferry terminal. The marisqueira (seafood in Portuguese) is unfailingly fresh, the waiters are very friendly.




The very old wooden building of the restaurant has a long history. It was built in 1904, used by the Fiscal Guards (Guarda Fiscal) as an observation post to watch the ‘contrabando’ (smugglers) who arrived by boat from overseas.




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Ilha Terceira - Praia da Victória - Quartel da Guarda Fiscal de Santa Cruz



DESCRIÇÃO: Edifício urbano de gaveto, de planta rectangular, com dois pisos, construído em alvenaria de pedra rebocada e caiada à excepção do soco, dos cunhais, da cornija e das molduras dos vãos que são em cantaria pintada.Os cunhais vão estreitando de baixo para cima. As janelas são de dois batentes e bandeira, com caixilharia e portadas em madeira. Na fachada principal os vãos têm vergas curvas enquanto na fachada lateral direita as vergas dos vãos são rectas, sendo os vãos do piso superior janelas de sacada com guardas em madeira. A cobertura é de quatro águas, em telha de meia-cana tradicional, rematada por duplo beirado.No eixo de simetria da fachada principal existem duas pedras em alto relevo, uma com um brasão com as armas nacionais e outra com a inscrição "POSTO DE / DESPACHO". Ao eixo da fachada lateral direita existe uma cartela com a inscrição "REEDIFICADO / EM 1844 / PELO G CIVIL / JOSÉ SILVESTRE / RIBEIRO".
ELEMENTOS DATADOS: Inscrição numa cartela na fachada lateral direita: "1844".
ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Razoável
FUNÇÃO INICIAL: Habitação
FUNÇÃO ACTUAL: Posto da Guarda Nacional Republicana
BIBLIOGRAFIA E DOCUMENTAÇÃO DE REFERÊNCIA: Freguesias da Praia, Pedro de Merelim, Vol.II, Direcção Regional de Orientação Pedagógica, Angra do Heroísmo, 1983; Ficha 19-E do "Inventário do Património Histórico e Religioso para o Plano Director Municipal da Praia da Vitória

Cacilhas - Posto da Guarda Fiscal de Olho de Boi - desactivado


Quartel da antiga Guarda Fiscal no Olho de Boi, já obsoleto, uma vez que todo o movimento maritimo terminou naquelas bandas e não tem já razão de existir


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Ribamar - Ericeira - Forte de Ribamar - Posto desactivado da Guarda Fiscal é usado como casa de repouso e veraneio


Coimbra - Lapa dos Esteios junto ao Mondego - Quartel da Guarda Fiscal

http://passearporcoimbra.blogspot.com/2006/03/photo-sharing_114227126525776322.html

Porto - Castelo do Queijo - Serviu de quartel à Guarda Fiscal

http://pt.wikipedia.org/wiki/Forte_de_São_Francisco_Xavier_do_Queijo

Portela do Homem - Quartel da Guarda Fiscal

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http://www.serra-do-geres.com/ja_estive_aqui_ficheiros/torneiros_a_banheira/torneiros.htm

Barrancos e o Contrabando


Histórias de contrabando para lá de qualquer fronteira

O contrabando, enquanto actividade ilícita aos olhos dos poderes instituídos, é um fenómeno milenar. No entanto, o pequeno contrabando teve nestas terras raianas um papel fundamental na coesão das comunidades e na melhoria das condições de vida destas populações.Miguel Rego
O Concelho de Barrancos é uma região de fronteira. A Norte toca a Extremadura. A Leste e a Sul a Andaluzia, regiões da vizinha Espanha. E esta especificidade de terra raiana assume um maior significado se pensarmos que é também aqui que passa o limite entre o Alto e o Baixo Alentejo. Esta realidade e o facto do concelho assentar as suas origens em povoadores vindos do país vizinho, representa indiscutivelmente um fenómeno indispensável para compreender a história recente destas terras e, em particular, alguns episódios importantes que têm a Herdade da Coitadinha como palco.
O contrabando, enquanto actividade ilícita aos olhos dos poderes instituídos, é um fenómeno milenar. Tem a idade das fronteiras políticas e administrativas, e foi desde as suas origens um elemento importante para o desenvolvimento económico de algumas micro-estruturas sociais e humanas. Assim como um factor de criação de novos pretextos para o reforço do poder militar de alguns pequenos (e grandes) senhores, em períodos históricos mais recuados. Mas o conceito de contrabando, de pequeno contrabando, tem nestas terras raianas um papel fundamental na coesão das comunidades e na melhoria das condições de vida destas populações. De comunidades que têm a ligá-las muitas vezes profundas raízes familiares.
O fenómeno generalizado de contrabando tem aqui início com a guerra civil de Espanha (1936-1939). O país vizinho passa por um período terrível, cujas feridas vão durar muitos anos a sarar. Saído dum esforço de guerra terrífico que esvaziou os cofres do Estado, vê toda a sua máquina económica e financeira muito debilitada. Entretanto, o início da II Guerra Mundial vem aprofundar ainda mais as dificuldades que invadem a Península Ibérica e, em particular, a Espanha. Nestas regiões mais de interior, faltam os bens essenciais como a farinha, o arroz, o azeite, o açúcar… Na falta de dinheiro a procura dos meios de subsistência promove a troca directa e, ainda antes do grande período em que o café é o produto mais importante para o “comércio de fronteira”, todos os produtos complementam as necessidades de umas e outras populações.
Da zona de Oliva de la Frontera, chegavam sardinhas e laranjas a estas terras da Coitadinha e levavam-se ovos… Outras vezes chegavam alhos ou outros produtos hortícolas em troca de meia dúzia de gramas de café ou açúcar.
De Zafra, Valencita (Valência del Mombuey), Fregenal de la Sierra ou Oliva de la Frontera, nos períodos de pós-guerra, chegavam gentes à procura de uma maior abundância de bens que escasseavam do lado de lá. Mas também os tempos da guerra aqui se faziam sentir e, os produtos racionados, dificultavam as trocas que se queriam céleres para bem das duas comunidades. Levava-se arroz, farinha, açúcar, café… acima de tudo produtos de primeira necessidade. Traziam-se, entre outros, licores, alparcatas, vestuário de senhora, lingerie…
O fim da II Guerra Mundial e a recuperação económica que do lado de Espanha se começava a fazer sentir vem alterar, profundamente, as relações sociais e económicas das populações de fronteira e modificar o tipo de produtos que então se trocavam. É nesta altura que o café, oriundo dos países africanos colonizados por Portugal e de preços extraordinariamente mais baixos, assume um papel fundamental nos passos dos contrabandistas. Primeiro o pequeno contrabandista que leva uma carga de café para trazer bens de primeira necessidade para a sua família. Depois algumas fazendas, o enxoval dos filhos ou algumas coisas para a casa… Começam então a aparecerem os grandes “comerciantes” que contratavam grupos de dez, vinte, trinta, às vezes sessenta homens, para irem “ao outro lado” com café. Cada um levava em média 25 quilos e as viagens duravam, às vezes, duas, três, quatro noites e cada homem ganhava o mesmo numa noite que durante uma semana nos trabalhos do campo.
É um contrabando de subsistência que ajudava a enganar os tempos de miséria e privações que marcavam os anos cinquenta, sessenta e setenta. Mesmo sem dinheiro, aqueles que se dedicavam ao contrabando do café encontravam sempre um comerciante que lhes fiava as cargas. Homens, ou mulheres, que depois do trabalho na mina ou no campo iam enganando a noite levando uma carga de café a Encinasola, Oliva ou Valencita.
O território da Coitadinha assume então uma função ainda mais importante neste comércio dada a sua proximidade a algumas povoações espanholas. Menos de 10 quilómetros a Oliva e Valencita. Pouco mais de vinte a Fregenal e Jerez. Paralelamente, é uma zona onde os vales da ribeira do Ardila funcionam quase como via de inter-penetração e movimentação dos grupos de homens que se aventuravam, noite fora, com a mochila às costas. A fraca densidade populacional da zona ajudava na passagem clandestina que tão necessária era para levar a encomenda a bom porto.
Talvez por isso a Guarda-fiscal instala um dos seus postos mais importantes nas “Russianas”, limitando desta forma os caminhos e os destinos dos contrabandistas que procuravam uma sorte diferente carregando café. Uma carga que, mais não seja, trocada por pesetas dava para “fazer” as festas e romarias do outro lado da fronteira.
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São Martinho do Porto - Posto da Guarda Fiscal


Soito anos 60 - emigrantes a "salto"



Emigrantes do Soito «a salto» presos em Espanha
Sexta-feira, 19 Setembro, 2008 in Espanha, Memória, Memórias..., Sabugal, Soito Tags: , , , , , by jclages
Na década de 60 um grupo de emigrantes do Soito que tentavam ir «a salto» para França ficaram presos em Espanha.
As condições económicas e sociais no Portugal dos anos 60 (salários de miséria, Guerra Colonial, agricultura de subsistência), levaram à emigração (quase sempre ilegal) de mais de 60 por cento da população do concelho do Sabugal. Chamava-se a isso passar a fronteira «a salto», isto é, sem passaporte que aliás, era recusado pelo regime da época a quase todos o que o requisitavam.Havia os «índios» e os «passadores». Os «índios» eram os que tentavam emigrar e os «passadores», os que ajudavam, a troco de uma remuneração, os outros a passar.Em Portugal, a PIDE perseguia os candidatos à emigração «a salto». Quando algum era apanhado tinha cometido o crime de emigração ilegal. O que o tinha ajudado, a troco de algum dinheiro, era acusado de cometer o crime de engajamento.Na fotografia podemos ver um grupo de emigrantes, naturais do Soito, que pretendiam emigrar para França, no início dos anos 60.Perseguidos pela Guardia Civil, em terras de Espanha, os presentes na imagem, foram presos e levados para um calabouço, onde um agente policial tirou esta fotografia que, mais tarde, ofereceu a um dos emigrantes.Os que estão com a boina são os «passadores», neste caso espanhóis. Os restantes são todos do Soito.Desta vez não conseguiram os seus intentos. Todos eles tentaram outra vez e conseguiram.João Aristides Duarte


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Vila Verde da Raia - Chaves - Fronteira - Quartel da Guarda Fiscal: abandonado


Barreiras de Benfica - Posto de Controlo da Guarda Fiscal nas Portas de Lisboa


Os Castelinhos das Portas de Benfica: no cruzamento da solidariedade.

Os dois edifícios situados nas portas de Benfica, mais conhecidos por castelhinhos passaram de uma actividade de Posto fronteiriço da Guarda Fiscal para um edifício onde se cruzam um centro de solidariedade, uma associação de imigrantes São Tomé e Príncipe e a Orquestra Ligeira de Benfica que tem aí sua sede. Vidas que se juntam num cruzamento emblemático da entrada de Lisboa numa das extremidades da Estrada de Benfica na freguesia de Benfica. Estão no limite do concelho de Lisboa e servem de entrada para o concelho da Amadora.
No século XIX existiam 26 portas de entrada para a cidade de Lisboa, sendo as de Benfica uma delas, assinalando neste ponto o limite fiscal da capital. Em 1892 cessou a sua actividade. Estes dois edifícios, apesar do abandono a que foram votados foram dos poucos a resistir à forte urbanização. Edificados em 1886 são actualmente propriedade do Ministério das Finanças e encontravam-se em estado de degradação avançada quando se iniciaram em Dezembro de 1996 as obras de recuperação dos dois edifícios cujas respectivas torres representam um símbolo ímpar.
No edifício norte o Centro de Informação “Em Cada Rosto Igualdade”, inicialmente a cargo da Organização Internacional para as Migrações, está actualmente a cargo da Junta de Freguesia de Benfica. A coordenadora do Centro (ECRI), Célia Palos, falou-nos da importância deste centro no acompanhamento aos cidadãos estrangeiros. Trata-se de uma nova dinâmica que a Junta de Freguesia de Benfica pretendeu estabelecer numa zona de passagem entre a Amadora e a entrada de Lisboa. Foi isso mesmo que fez questão de deixar claro em entrevista a Coordenadora deste centro do Pelouro de Acção Social de Benfica: Célia Palos, Coordenadora do Centro ECRI
Como foi referido por Célia Palos a zona envolvente aos dois edifícios vai sofrer modificações importantes uma vez que está projectada para a área uma rotunda fazendo a ligação entre o nó da Buraca e o IC17. Os dois edifícios, considerados monumentos nacionais, vão assim manter-se intactos e continuar a fazer parte da história dos monumentos da cidade. Na página da Estradas de Portugal -Traçado da Cril fica demonstrado que as Portas de Benfica começaram já a sofrer alterações importantes mantendo-se , no entanto, os dois edíficios no centro da rotunda que esta projectada para a zona. Dois edifícios com vidas e histórias por dentro que vão continuar no activo apesar das transformações previstas.

O projecto de rotunda nas Portas de Benfica mantendo os dois edifícios no centro.

Os Castelinhos das Portas de Benfica: no cruzamento da solidariedade.

Os dois edifícios situados nas portas de Benfica, mais conhecidos por castelhinhos passaram de uma actividade de Posto fronteiriço da Guarda Fiscal para um edifício onde se cruzam um centro de solidariedade, uma associação de imigrantes São Tomé e Príncipe e a Orquestra Ligeira de Benfica que tem aí sua sede. Vidas que se juntam num cruzamento emblemático da entrada de Lisboa numa das extremidades da Estrada de Benfica na freguesia de Benfica. Estão no limite do concelho de Lisboa e servem de entrada para o concelho da Amadora.
No século XIX existiam 26 portas de entrada para a cidade de Lisboa, sendo as de Benfica uma delas, assinalando neste ponto o limite fiscal da capital. Em 1892 cessou a sua actividade. Estes dois edifícios, apesar do abandono a que foram votados foram dos poucos a resistir à forte urbanização. Edificados em 1886 são actualmente propriedade do Ministério das Finanças e encontravam-se em estado de degradação avançada quando se iniciaram em Dezembro de 1996 as obras de recuperação dos dois edifícios cujas respectivas torres representam um símbolo ímpar.
No edifício norte o Centro de Informação “Em Cada Rosto Igualdade”, inicialmente a cargo da Organização Internacional para as Migrações, está actualmente a cargo da Junta de Freguesia de Benfica. A coordenadora do Centro (ECRI), Célia Palos, falou-nos da importância deste centro no acompanhamento aos cidadãos estrangeiros. Trata-se de uma nova dinâmica que a Junta de Freguesia de Benfica pretendeu estabelecer numa zona de passagem entre a Amadora e a entrada de Lisboa. Foi isso mesmo que fez questão de deixar claro em entrevista a Coordenadora deste centro do Pelouro de Acção Social de Benfica: Célia Palos, Coordenadora do Centro ECRI
Como foi referido por Célia Palos a zona envolvente aos dois edifícios vai sofrer modificações importantes uma vez que está projectada para a área uma rotunda fazendo a ligação entre o nó da Buraca e o IC17. Os dois edifícios, considerados monumentos nacionais, vão assim manter-se intactos e continuar a fazer parte da história dos monumentos da cidade. Na página da Estradas de Portugal -Traçado da Cril fica demonstrado que as Portas de Benfica começaram já a sofrer alterações importantes mantendo-se , no entanto, os dois edíficios no centro da rotunda que esta projectada para a zona. Dois edifícios com vidas e histórias por dentro que vão continuar no activo apesar das transformações previstas.


Ilha da Culatra - Posto da Guarda Fiscal de Hangares: Abandonado



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São Pedro da Torre - Incêndio em quartel abandonado da Guarda Fiscal





Incêndio no imóvel da ex-Guarda Fiscal
Valença, Quinta, 18 de Junho de 2009
No dia quatro do corrente mês de Junho, manifestou-se um incêndio no imóvel da Ex- Guarda Fiscal, edifício há vários anos adquirido em haste pública, pela importância 7.380.000$00, através da Câmara Municipal ao Ministério das Finanças, que por sua vez a cedeu à Junta de Freguesia de então.
Tal imóvel foi motivo de cessão, através da Portaria nº.799/98 , publicada na II série, nº. 189 do Diário da República de 18/8/1998, cujo diploma legal, limitava aquele imóvel de interesse público, destinado a um centro jovem, que permitiria ocupar os tempos livres de crianças e adolescente da região.
Na referida Portaria diz taxativamente que, esta cessão ficava sujeita ao preceituado no artigo 2º. Do Dec.Lei nº.97/70 de 13 de Março, ou seja, se no prazo máximo de DOIS ANOS o prédio não fosse sujeito a uma intervenção para o efeito concedido, voltando à posse do Estado, sem quaisquer indemnizações.
Na altura os membros independentes na Assembleia de Freguesia, votaram contra essa compra, por considerarem que naquela altura para a recuperação daquele imóvel, eram necessários mais de VINTE MIL CONTOS. Para além disso, a localização daquele edifício destinado pela Portaria, 799/98, não tinha o mínimo de viabilidade para aquilo que nela era apontado e o conteúdo do diploma, só revelava desconhecimento total da sua localização e potencialidades.
Quem pagou o imóvel foi todo o povo de São Pedro da Torre, através das receitas próprias da Freguesia, (Comissão de Baldios) (Dinheiro Esbanjado), quando havia obras muito mais prioritárias na Freguesia.
Contudo, mesmo aqueles que votaram contra, aceitaram o resultado da votação.
Agora pergunta-se: Porque não foram cumpridas as formalidades, constantes da referida Portaria?
Será que o imóvel foi motivo de fogo posto? Aquele incêndio que apenas deixou as paredes em pé, deixa-nos algumas interrogações.
Onde andavam o que se intitula Comandante daquela Zona? E o Cabo de Mar? Se calhar ainda estariam a dormir! No Sinistro compareceram os B.V. de Valença que já nada poderam fazer, segundo fonte de informações que nos foram indicadas.
O Editor/Colaborador


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MAIROS - Chaves - Posto da Guarda Fiscal Abandonado



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MALCATA - Posto da Guarda Fiscal Abandonado







18 Abril 2009

O QUARTEL ABANDONADO
Recentemente o Governo aprovou em Conselho de Ministros a Lei de Programação de Infra-estruturas Militares, em que é anunciada a libertação de um conjunto de edifícios ocupados pelo Ministério da Defesa, que se encontram desocupados ou obsoletos para fins militares, tendo em vista a sua rentabilização.

Interior do quartel


Exterior do quartel
Na época em que o contrabando entre Portugal e Espanha estava na ordem do dia, todos os lugares raianos, como a nossa terra, foram importantes na vigilância de fronteiras, na protecção fiscal e económica do Estado.
Esse trabalho pertencia à Guarda Fiscal que, durante a maior parte da sua existência secular, manteve um posto em Malcata, com uma guarnição variável, mas raramente excedendo a dezena de efectivos. Tratava-se de pessoas de outras naturalidades, dada a proibição de poderem exercer a profissão na sua própria terra, certamente por motivos de independência de acção.

Não cabe aqui abordar a sua actividade, nem a dos seus naturais «adversários» – os contrabandistas. O meu objectivo é salientar o facto de que alguns desses homens, ao aqui residirem com as suas famílias durante vários anos e até décadas, tomaram Malcata como a sua terra, e malcatenses nasceram alguns dos seus descendentes.
Para quando a entrega do imóvel à Junta de Freguesia? Ideias e projectos não faltam, assim o Estado tome uma decisão consensual que tenha em conta a importância que este edifício tem para a freguesia






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Barrancos - Tenente da Guarda Fiscal salvou a vida a um milhar de republicanos espanhóis


Domingo, 2 de Dezembro de 2007

Ecos da Guerra Civil espanhola em Barrancos
É amanhã lançado na Biblioteca Museu República e Resistência (Espaço Cidade Universitária) o livro de Dulce Simões, Barrancos na encruzilhada da Guerra Civil de Espanha. Trata-se de uma obra baseada nas memórias de Gentil Valadares, filho de António Augusto Seixas, um tenente da Guarda Fiscal de Barrancos que protegeu cerca de mil refugiados republicanos que fugiam de povoações vizinhas de Espanha, ante o avanço dos sublevados nacionalistas, em 1936. Fê-lo, contrariando as ordens de Salazar e pondo em risco a sua carreira.
Hoje, no magazine Pública, Carlos Pessoa conta-nos a história de "António Seixas: o oficial que salvou centenas de espanhóis da guerra civil". Foi ouvir Manuel Méndez Garcia (92 anos), um desses refugiados salvos por António Seixas, e alguns dos seus contemporâneos. Percebe-se que além de ser um republicano convicto, António Seixas foi movido pelo espírito humanitário.
Posted by Cláudia Castelo at 20:20 0 comments Links to this post
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Domingo, 2 de Dezembro de 2007

Ecos da Guerra Civil espanhola em Barrancos
É amanhã lançado na Biblioteca Museu República e Resistência (Espaço Cidade Universitária) o livro de Dulce Simões, Barrancos na encruzilhada da Guerra Civil de Espanha. Trata-se de uma obra baseada nas memórias de Gentil Valadares, filho de António Augusto Seixas, um tenente da Guarda Fiscal de Barrancos que protegeu cerca de mil refugiados republicanos que fugiam de povoações vizinhas de Espanha, ante o avanço dos sublevados nacionalistas, em 1936. Fê-lo, contrariando as ordens de Salazar e pondo em risco a sua carreira.
Hoje, no magazine Pública, Carlos Pessoa conta-nos a história de "António Seixas: o oficial que salvou centenas de espanhóis da guerra civil". Foi ouvir Manuel Méndez Garcia (92 anos), um desses refugiados salvos por António Seixas, e alguns dos seus contemporâneos. Percebe-se que além de ser um republicano convicto, António Seixas foi movido pelo espírito humanitário.
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Aldeia da Ponte - "Marcos na Vida de um Raiano" -





«Marcos na vida de um raiano», recentemente editado, é um livro autobiográfico da autoria de Agostinho Pires, natural de Aldeia da Ponte, concelho do Sabugal.
Manuel Leal Freire assina o prefácio destacando a amizade que o une ao autor e o valor de relicário que Aldeia da Ponte tem para os dois aldipontenses filhos de praças da Guarda Fiscal destacados na guarnição da freguesia. Incontornável também a figura de outro filho da terra, Tó Chorão, a quem se refere como «a personalidade que mais se tem esforçado pela preservação dos valores tradicionais da Raia Sabugalense de que é também o mais genuíno representante, um autêntico vergalhudo da Raia, título que nós, raianos, damos aos melhores de todos».A obra está dividida em cinco capítulos com as páginas dos três primeiros preenchidas com versos de quadras em rima alternada de sete sílabas, feitas «em agreste avena e flauta rude tão ao gosto da cultura da arraia miúda de onde emergimos e à qual pertencemos» resume o autor na introdução sublinhando que no quarto capítulo o tema desenvolve-se à volta da Praça de Touros de Aldeia da Ponte e do papel fundamental da Associação Amigos de Aldeia da Ponte na sua construção. O último capítulo fala da defesa dos princípios e valores pelos quais vale sempre a pena lutar como sejam a verdade, a honra e a dignidade.O livro de Agostinho Pires que se descreve a si mesmo como «modesto plebeu raiano, nascido em terras de ribacôa e casado em terra alheia, que, depois de viver em Castro Daire e Coimbra, optou por Santa Comba Dão para nela residir e passar a última fase da sua vida» é feito de referências a figuras, imagens, locais, factos, momentos e correspondências trocadas ao longo da vida.Estórias de vida de um raiano que a História tem obrigação de registar.jcl

Sabugal - Publicado Livro de Actas das "Jornadas do Contrabando"



Livro de actas das Jornadas do Contrabando
Quinta-Feira, 16 Agosto, 2007 in Livros, Região Raiana by leitaobatista Leave a comment
Em Junho de 2006, durante três dias, realizaram-se no Auditório Municipal do Sabugal as Jornadas do Contrabando, onde diversos oradores falaram numa actividade que marcou a orla raiana do concelho do Sabugal. Já este ano foi publicado o respectivo livro de actas.
A Empresa Municipal Sabugal+ editou há dois meses o livro de actas de umas jornadas culturais que marcaram o ano transacto e que recolheram valiosos testemunhos de uma aventura que deve ficar na nossa memória colectiva.De entre os textos publicados há que realçar o da intervenção do escritor bismulense Manuel Leal Freire, que nas jornadas abordou a influência do contrabando na alimentação do corpo e da alma. Falou de ementas gastronómicas e de poesia de origem charra – a linguagem meio portuguesa meio castelhana que era falada na raia.Evocando Garcia Lorca, o poeta granadino morto pelos franquistas, Leal Freire viajou ao encontro da alimentação dos raianos que viviam da candonga. Era uma comida frugal, com os produtos que a terra dava. As trovas populares constituem um testemunho incontornável, onde as tradições, as façanhas e a alimentação dos povos está muito presente. Caldo de vagens, caracóis com azeite e vinagre, gravanços com toucinho, batatas com pimentos, peixe de escabeche, e até um guisado de gato tomado por coelho, são algumas das referências gastronómicas que o orador evocou.António Ballesteros Doncel, escritor nascido em Badajoz, fez uma retrospectiva histórica da evolução da fronteira e das relações entre os dois povos. A província espanhola da Extremadura foi marginalizada por Espanha, facto que contribuiu para a actividade de contrabando com Portugal, procurando assim a sua redenção económica. A valentia na aventura do comércio ilegal com Portugal pertenceu aos «Mochileros» – «Essos personajes semi-felinos que en su trabajo no empleaban médios sofisticados, unicamente usaban la astúcia, la resistência física y un exhaustivo conocimiento del terreno». Era gente pobre, que dava o corpo às balas para ganhar vida. Eles foram os verdadeiros heróis do contrabando, os que na prática o possibilitaram, e os que daí tiraram o menor proveito. Às vezes eram abatidos a tiros de fuzil pelos guardas, que os tratavam muito mal, sujeitando-os a maus-tratos físicos se lhes deitassem a mão: «La vida de un Mochilero vali aproximadamente el equivalente a vienticinco kilos de café».Norberto de Oliveira Manso, mestre em Antropologia e presidente da Sabugal+, fez uma análise social e económica à actividade do contrabando, concluindo que permitiu a muitos a sobrevivência e a alguns avultados ganhos. Toda a região beneficiou da actividade, não apenas pelo matar da fome aos mais carenciados, mas também pelos alargados investimentos efectuados pelos que ganharam muito com a actividade. «O contrabando quebrou o isolamento, abrindo novos mercados e novas perspectivas, e promoveu o espírito aventureiro», o que muito contribuiu para que depois nos metêssemos numa nova proeza: a emigração.Adérito Tavares, professos universitário natural de Aldeia do Bispo, falou no tráfico transfronteiriço na raia sabugalense durante cem anos, entre 1880 e 1980, que foram tempos de relações proibidas entre os dois povos que viviam junto à fronteira. A aturada análise foi acompanhada pela apresentação de abundantes quadros estatísticos, de onde sobressaem os números das guarnições da Guarda Fiscal e das mercadorias apreendidas ao logo dos anos. Nas décadas finais do estudo as apreensões diminuem, o que é reflexo da perda sucessiva de população, que foi emigrando, deixando o contrabando e procurando novas formas de ganhar vida além-fronteiras.José Manuel Campos, professor e autarca dos Fóios, contou deslumbrantes e saudosas histórias do contrabando. Aventuras e curiosidades que se contavam à lareira, evocando tempos difíceis que enchem a memória de quem viveu as façanhas. São histórias deliciosas, contadas por quem tem o jeito especial da narrativa, que nos deixam água na boca, porque evocam um passado problemático e representativo da heroicidade das nossas gentes. Por entre as dificuldades e as contrariedades, nunca faltava o humor e a boa disposição que nos tornou possível subsistir com ânimo.O livro de actas tem também os textos das intervenções de Angelina Gomes e Pedro Sousa, que falaram do espaço museológico Memória e Fronteira, evocativo do contrabando em Melgaço, e de Maria de Fátima Calça Amante, que abordou a experiência que foi a geminação entre Foios e Las Eljas. Contém ainda a intervenção de Luís Cunha sobre a memória do contrabando em Campo Maior e de António Cabanas, sociólogo que abordou as peripécias do contrabando, num jogo de estratégia entre os homens da candonga e os que tinham a missão de vigiar as fronteiras.O valioso livro de actas está à venda na Câmara Municipais do Sabugal, valendo bem a pena adquirir e ler com toda a atenção.plb
inhttp://capeiaarraiana.wordpress.com/category/cultura/livros/page/4/

"CARREGOS - Contrabando na raia central", relatos de contrabandistas e guardas fiscais



«Carregos» conta a história do contrabando raiano
Quarta-feira, 17 Outubro, 2007 in Livros, Penamacor, Quadrazais, Região Raiana, Sabugal Tags: , , , , , , by jclages Leave a comment
O livro «Carregos – contrabando na raia central» da autoria de António Cabanas acrescenta estórias e relatos de contrabandistas e guardas contados na primeira pessoa à história das terras raianas.
A história das gentes e das terras raianas tem mais um capítulo. O livro «Carregos – contrabando na raia central» recorre à memória de velhos contrabandistas e guardas-fiscais que relatam na primeira pessoa as aventuras de que foram protagonistas no jogo do contrabando que servia de alimento a uns e outros.Para o autor, António Cabanas, «a Serra da Malcata ficará para sempre ligada ao contrabando e os seus inúmeros recantos guardarão religiosamente os segredos e cumplicidade de fiscais e contrabandistas».É um livro pleno de vida e de vidas que aconselhamos a todos os raianos porque nos ajuda a entender melhor a nossa identidade e as nossas origens.Aqui vos deixamos alguns nomes citados no livro e uma passagem do quadrazenho Ti Zé da Horta que relata um dos maiores feitos dos contrabandistas: roubar o carrego ao guarda que lho tinha tirado.«Já estávamos todos na taberna a comer e a beber, entrou o guarda que me tinha tirado o carego. Diz ele: Qual foi o homem a quem tirei o carrego e que mo tirou outra vez? Eles estavam todos calados e eu também. Mas havia lá um, já c’os copos, Foi este! Eu fiquei cheio de medo. O fulano disse, Ande cá, e eu pensei logo que me ia levar para o posto. Depois disse para o taberneiro, Deite aí meio quartilho a este homem! E eu bebi-o.»Os testemunhos são muitos e variados: guarda Loureiro (Aranhas), cabo Adérito (Penamacor), Rui Alziro (Fóios), Xico Balau (Soito), Ti Morão Filho (Quadrazais), João Rato (Soito), Ti Salomão (Penha Garcia), guarda Peres (Meimão), cabo Álvaro Fernandes (Sabugal), guarda Ferrão (Penamacor), D. Mariazinha (Quadrazais), Manuel Galinhas (Meimoa), Ti Carlos Felício (Malcata), Ti Zé da Horta (Quadrazais), José Morão (Quadrazais), guarda Lousada (Aldeia do Bispo), Ti Giló (Fóios), Tó da Boina (Vale de Espinho), José Mege (Soito), Lito (Soito), Ti Passaró (Fóios), prof. Xico Zé (Fóios), Amândio (Aldeia do Bispo), João Lérias (Vale de Espinho), Ti Gerónimo (Fóios) e Ti João Casinha (Quadrazais)António Cabanas nasceu na Meimoa, concelho de Penamacor, em 1961, no seio de uma família rural. Foi vigilante da natureza, técnico superior e director na Reserva Natural da Serra da Malcata. Actualmente é vice-presidente da Câmara Municipal de Penamacor.A publicação do escrito contou com o apoio das Câmaras Municipais do Sabugal, Penamacor, Almeida, Belmonte, Fundão, Guarda, Idanha-a-Nova, Governo Civil de Castelo Branco e Região de Turismo da Serra da Estrela.jcl

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Nave de Haver - Histórias de contrabandistas e guarda fiscais


Um contrabandista tinha de saber mais que um advogado

O contrabando faz parte da história da raia. Mais do que uma questão de subsistência, a actividade tornou-se uma paixão sobretudo a de enganar os guardas fiscais. Em Nave de Haver, Manuel Aires de 71 anos de idade recorda com saudades o tempo em que atravessava a fronteira para trazer de Espanha tabaco, roupa interior feminina e medicamentos.A existência das guaritas ao longo da linha de fronteira entre Portugal e Espanha, nomeadamente junto a Vilar Formoso, está intimamente ligada com a actividade do contrabando. Construídas sob a égide do Estado Novo, as guaritas foram erguidas com o propósito de acolher os guardas fiscais que tentavam impedir a fraude as trocas comerciais à margem da fiscalização aduaneira. Mas o contrabando, para além de ser um dos poucos meios de subsistência de uma região desfavorecida, tornou-se uma verdadeira paixão. A arte de enganar os carabineiros espanhóis e os guardas fiscais. Não há na zona da raia, terra em que não se recordem histórias de contrabando. Umas com o final mais feliz e outras menos. Em Nave de Haver, no concelho de Almeida e a poucos quilómetros da fronteira com a Espanha, os tempos de contrabando é recordado com frequência no café de Manuel João Aires. Hoje com 71 anos de idade, diz ter muitas saudades do tempo em que se escondia dos guardas para puder trazer para Portugal tabaco, roupa interior de senhora, entre outros produtos. Para Espanha levava pimenta, canela, fazendas, café e tripa seca.Manuel Aires dedicou-se ao contrabando até por volta dos 60 anos. Quando começou já não se recorda mas sabe que por volta dos 10 anos já dava uma "mãozinha" ao seu pai.Cada contrabandista, diz, tinha o seu «sistema» não só para enganar os guardas fiscais, como também ludibriar os «bufos». Assim eram chamadas aquelas pessoas que denunciavam os contrabandistas e sobre os quais recaía alguma desconfiança. Citando um amigo, Manuel Aires diz que um contrabandista tinha de «saber mais do que um advogado». Mas este «saber» não chega. Manuel Aires diz que o contrabandista não é a figura que as pessoas vêm: «Há os comodistas e os contrabandistas». Um contrabandista, defende, tinha de ser um homem dos «pés à cabeça».E por falar em verdadeiros contrabandistas, Manuel Aires recusa-se a considerar como tais os habitantes de Quadrazais, uma aldeia fronteiriça mas já do concelho do Sabugal. É que, segundo conta, os habitantes daquela localidade vendiam apenas aquilo que os contrabandistas traziam de Espanha. Mas havia excepções. Muitas vezes a mercadoria era encomendada directamente a Manuel Aires, nomeadamente medicamentos: «Era eu que fornecia a Drogaria Ferrinho e ex-Sanatório».«Nunca fui preso»Manuel Aires nunca foi preso, mas em determinadas alturas chegou a temer o pior. No repertório das vividas, Manuel Aires recorda um episódio no norte de Portugal e que ainda hoje lhe «põe os cabelos em pé». Manuel Aires tentava entrar em Portugal com outro colega pela fronteira de Chaves. Transportavam 22 caixas de tabaco americano num automóvel de marca Mercedes e preparavam-se para descer uma serra quando se depararam com uma fila de camiões. Foram obrigados a parar e um guarda aproxima-se do automóvel que ao desconfiar mete a mão pela janela e apalpa as caixas. Certos de que o guarda já identificara o seu propósito, não pensam duas vezes e põe-se em fuga. O guarda ainda disparou alguns tiros, mas conseguiram escapar. A caía com abundância e foram obrigados a recolher-se numa casa sem que tivessem conseguido pregar olho com o medo que viesse a inspecção. No dia seguinte tentaram seguir pela linha de caminho-de-ferro, mas a altura da neve não permitiu mais do que em duas ao demorarem duas horas a percorrer quatro quilómetros foram obrigados a desistir. «Deixámos o carro e a mercadoria no local. Só queríamos escapar à prisão e salvar a vida».O pátio dos contrabandistasA aldeia de Naver de Haver, lugar onde Manuel Aires nasceu e viveu toda a vida, é pródiga em histórias de contrabando. Ou não fosse esta terra um dos lugares preferidos para o convívio entre contrabandistas. Havia mesmo uma taberna «muito famosa» onde os contrabandistas passavam a tarde, comiam e combinavam as estratégias a adoptar durante a travessia da fronteira. «Comia-se um bocado de pão e bacalhau seco, bebiam-se uns copos e jogava-se a arraiola para passar o tempo», recorda Manuel Aires. Actualmente o espaço é alvo de alguma curiosidade, pois o filho da proprietária decidiu atribuir-lhe o nome de "Pátio dos Contrabandistas".A singularidade de Nave de Haver na actividade do contrabando, define-se ainda pela participação activa das mulheres. Manuel Aires recorda que elas também atravessam a fronteira clandestinamente e que também o faziam com êxito. Recorda mesmo o caso de uma senhora idosa que conseguiu enganar os guardas de uma maneira astuta. Envolta no seu xaile preto, a senhora terá pedido ao guarda num tom choroso que a deixasse ir comprar um pãozinho. Piedoso e convencido que estaria a praticar uma boa acção, o guarda deixou passar a senhora que no interior da sua roupa transportava dezenas de contos.
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Galegos - Marvão - Posto da Guarda Fiscal Abandonado


Alcoutim - Guarita e posto da Guarda Fiscal em 1988







Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

A Guarda Fiscal em Alcoutim
[Antigo Quartel da Guarda Fiscal em Alcoutim, 1988. Foto JV]As zonas raianas tiveram sempre propensão para duas actividades antagónicas: - o contrabando e a “guarda-fiscal”, ou seja, o serviço de fiscalização dos impostos cuja arrecadação está confiada às Alfândegas.Alcoutim não podia fugir à regra e o concelho forneceu dos maiores contingentes para aquele corpo militarizado. (1)A Guarda Fiscal foi criada pelo Decreto nº 4 de 17 de Setembro de 1885. Este corpo paramilitar devia defender o Estado no que respeita aos direitos e rendimentos que pelo comércio externo cabiam à Fazenda Nacional. Devia por isso a Guarda Fiscal descobrir e reprimir o contrabando, assim como as transgressões dos preceitos fiscais. (2) A Guarda Fiscal veio substituir os Guardas da Alfândega então existentes.A partir daqui os mancebos alcoutinenses começaram a ver nela uma actividade que podiam desempenhar, fugindo ao trabalho árduo e pouco rendoso da vida do campo, obtendo mais tarde a almejada reforma, então regalia de poucos, podendo olhar pelas suas courelas ou do futuro cônjuge que os proventos, ainda que pequenos, sempre auxiliavam o magro mas seguro vencimento de soldado.Durante muitos anos os moços de Alcoutim, de uma maneira geral, após completarem a instrução primária, dificilmente se livravam da actividade agro-pastoril até ao cumprimento do serviço militar, devido a vários factores económico-sociais.A inspecção militar era vista com preocupação e o apuramento causava alegria. Depois vinha o cumprimento do serviço que se procurava fazer a todo o custo com a “caderneta limpa”.Aparecia a prova de admissão e lá estavam disciplinados e trabalhadores, não lhes era difícil obter o que pretendiam. Colocados por vezes em lugares distantes da sua região, acabavam por se aproximar alguns já como cabos ou sargentos e outros alcançavam o oficialato.Podemos dizer que será difícil encontrar uma família de Alcoutim que não tivesse tido elementos na Guarda Fiscal.Era sede de uma Secção. Teve de si dependentes, entre outros, os seguintes postos:- Abrigo Segundo, Alcaçarinho, Barranco do Álamo, Barranco do Carrascal, Barranco das Pereiras, Canavial, Enxoval, Foz de Odeleite, Grandacinha, Guerreiros, Laranjeiras, Lourinhã, Pontal, Premedeiros e Vascão. (3)Sabemos que os postos de Vascão, Premedeiros, Lourinhã, Barranco das Pereiras, Abrigo Segundo, Alcaçarinho e Grandacinha foram construídos pelo Ministério da Fazenda em 1890. (4)Pertencia à Companhia de Faro e ao Batalhão nº 2, com comando em Évora.Na Sessão da Câmara Municipal de 7 de Maio de 1888, “apresentou-se o 2º Sargento da G. F. Tomaz do Couto Corrêa fazendo verbalmente uma petição em nome do seu chefe, Victor Manuel Quintino Travassos Lopes, encarregado de mandar proceder à reparação do antigo quartel da fiscalização, para rebaixar um metro pouco mais ou menos à rua chamada da Porta Nova, que se acha junto ao mesmo, obrigando-se a deixá-la se não melhor, ao menos como está”. Foi deliberado aceder ao pedido feito.Em várias ocasiões aparecem referências a autos levantados nos quais estão envolvidos elementos da Guarda Fiscal. Assim, pai e filho espancam um 1º cabo daquela corporação (5) e cinco meses depois é o Chefe da Secção Fiscal que espanca um cidadão pelo que lhe é levantado pelo Administrador do Concelho o competente auto remetido ao Delegado do Procurador Régio da Comarca de Tavira.Em 1913 o Comandante da Secção da Guarda Fiscal é provocado na Praça da República pelo Administrador do Concelho que de cavalo marinho em punho tem atitudes agressivas por gestos e palavras na presença de muitas pessoas.O Comandante participa o assunto ao seu superior hierárquico solicitando providências e nomeadamente a competente participação ao Governador Civil. (6)Em 15 de Fevereiro de 1950 o 2º Comandante Geral da Guarda Fiscal visita a Secção de Alcoutim.Nos princípios dos anos setenta, a grande maioria dos postos estavam activados, mas a pouco e pouco começaram a ser extintos e mesmo os edifícios postos em hasta pública.As pensões pagas pela C.G.Aposentações. no concelho não nos enganávamos se disséssemos que 90 % pertenciam a elementos da Guarda Fiscal.[Antiga guarita da Guarda Fiscal em Alcoutim, 1988]Esta corrente de actividade decaiu com a chegada do turismo e com a emigração.No dia 20 de Fevereiro de 1990, são apreendidos 1068 kg. de haxixe que se encontravam a bordo de um iate holandês, de nome Inexplorato,(7) constituindo até à altura a terceira maior apreensão de sempre no Algarve. Pensamos que foi a última efectuada pela G. F. de Alcoutim, já que devido principalmente à integração de Portugal na Comunidade Europeia, a Guarda Fiscal é extinta pelo decreto-lei nº 230/93, de 26 de Junho e criada a Brigada Fiscal, integrada na G.N.R.Do preâmbulo do diploma, consta:- A Guarda Fiscal assegura, há mais de um século, a actividade de controlo e trânsito de pessoas e bens, contribuindo, com dignidade e prestigiante brio no desempenho da sua elevada função, para a solidificação de Estado de direito em Portugal, actuando empenhada e conscientemente na prevenção de actos ilícitos, na fiscalização e na repressão das infracções às leis do Estado.Pequena NotaEste artigo constitui uma cópia integral do que consta sobre o tema na 2ª Edição (em preparação) de Alcoutim, Capital do Nordeste Algarvio (subsídios para uma monografia).As notas ficarão para uma hipotética publicação.
Publicado por José Varzeano
Tema:
inhttp://alcoutimlivre.blogspot.com/2009/04/guarda-fiscal-em-alcoutim.html






Serviço Marítimo - Brigada Fiscal


Peniche - Quartel da Guarda Fiscal


Póvoa do Varzim - Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição - Quartel da Guarda Fiscal/Brigada Fiscal


Uma parcela significativa dos elementos da extinta Brigada Fiscal da Póvoa de Varzim, aquartelada na Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição, já foi transferida para as novas Unidades de Controlo Costeiro e de Acção Fiscal de Viana, Esposende e Matosinhos.
Sem colocação nesses novas estruturas, cerca de duas dezenas de operacionais continuam na Fortaleza, condicionando a remodelação desse espaço acertada em 1999 num protocolo entre o município e o governo. Leia a notícia completa na edição de 15 de Abril do jornal Póvoa Semanário

Ceivâes - Monção - transformação de velho psto da Guarda Fiscal em habitação


conversão do posto da guarda em habitação



1999/2002

ceivães
monção
O edifício, em ruínas, era um velho posto da Guarda Fiscal alienado pelo Estado, situado num local privilegiado de domínio visual de um extenso lanço do rio Minho, e em plena Zona Ecológica Nacional. Havia que manter o perímetro de implantação do edifício existente e assim criar uma moradia. A fachada norte proporcionava um horizonte encantador mas sem sol. A fachada sul, a paisagem é uma mata de sem interesse comparável à fachada oposta mas com óptima exposição solar. Assim, foi pressuposto do projecto que todos os compartimentos deveriam ter uma fachada virada ao rio e outra ao sol. As restrições de espaço sugeriram que os espaços de dia fossem também espaços de distribuição poupando-se área normalmente consignada a halls e corredores. Privilegiou-se o acesso directo dos compartimentos térreos ao jardim.
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Santa Cruz - Ilha das Flores - Quartel activo da Guarda Fiscal /Brigada Fiscal em Mau estado de conservação


Na fotografia, ao lado do chafariz, fica a sede da Brigada Fiscal da GNR, que está num estado degradante há vários anos! Fizeram-se obras de requalificação da Praça Marquês de Pombal, mas esqueceram-se da tinta...

Caia - Vilar Formoso - Ardeu antigo Quartel da Guarda Fiscal que estava ao abandono


25-06-2009 00:31Casa devoluta arde no Caia
Uma casa devoluta, propriedade do Estado, ardeu no Caia na tarde de sexta-feira, 19 de Junho. O interior do edifício ficou completamente destruído e o telhado abateu, tendo ardido também parte do terreno exterior da moradia, que foi habitada, em tempos, por elementos da antiga Guarda Fiscal.

Forcalhos - Sabugal - Estória de Contrabando







Do Arco da Velha...
Estória de Contrabando...

Nos tempos do Contrabando, andava um Guarda Fiscal emboscado, atento a qualquer movimentação suspeita, quando avistou ao longe, já perto da Ermida da Nª Sª da Consolação, um grupo de homens que se deslocava de bicicleta, todos transportando às costas um saco volumoso, em direcção à Raia. Certo de que se tratava de mercadoria ilegal, o agente dirigiu-se em direcção dos supostos contrabandistas, bradando em altos berros palavras de ordem que ninguém parecia entender. No seu encalço, o guarda atirara várias vezes para o ar de forma a intimidar e deter os homens já em fuga. Resultou que um dos foragidos ( o narrador anónimo que nos legou esta história) se deixou prender, pelo que teve de enfrentar o interrogatório do guarda ameaçador.

- Ó ti Zé? Então pá? Que traz aí neste saco…Mostre lá a ver… -Qual não foi o espanto do Guarda, quando este verificou que o “ contrabandista” só trazia um saco cheio de terra. Após uma busca minuciosa no referido saco, verificou o Guarda que o pobre homem não transportava nada de ilegal que pudesse ser transaccionado em Espanha. Embora duvidoso , e não tendo provas para deter o suspeita, o Guarda deixou o pseudo-contrabandista seguir caminho. Na semana seguinte, o mesmo “ contrabandista “ é novamente interceptado, em cima da bicicleta com um enorme saco às costas também cheio de terra, pelo mesmo Guarda ( cuja identidade não iremos revelar em consideração ao bom nome da sua família). Acontece que o contrabandista não tinha nada a declarar nem transportava à primeira vista, qualquer mercadoria ilegal. Foi obrigado a deixar o homem seguir a sua vida.

Passado um mês, no mercado de Alfaiates, os dois homens encontraram-se casualmente. Curioso, o Guarda Fiscal , já sem farda, abordou o “ contrabandista” perguntando-lhe qual era a mercadoria que eles transportavam naqueles dias, convencido de que se tratava de contrabando. Mas o nosso Zé recusou prestar qualquer tipo de declaração, insistindo que era inocente e que não estava a fazer mal nenhum. O desejo forte de saber e a curiosidade mais do que aguçada, obrigaram o Guarda a prometer-lhe que não lhe iria fazer nada, caso lhe contasse a que tipo de negócio escuro o homem se estava a dedicar:- Ande lá Ti Zé…essa história já passou… conte-me lá que o é que você andava a passar…juro-lhe que nada lhe acontecerá…Perante a insistência do Guarda e confiando nas suas últimas palavras proferidas ( naqueles tempos ainda havia homens de palavras…um certo tipo de código de honra!) o contrabandista resolveu responder: - Ó Sr. Guarda! Já que quer saber e não nos vai acontecer nada…olhe…naquele dia nós estávamos a " passar" bicicletas…negócio altamente rentável…e tudo correu sobre rodas!”
Qualquer coincidência com a realidade é pura ficção.






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Vila Verde da Raia 1912 - Hastear da bandeira republicana pelo efectivo da Guarda Fiscal


Vila Verde da Raia, 8 de Julho de 1912

A bandeira republicana a ser novamente hasteada no posto aduaneiro de Vila Verde da Raia, cuja guarnição da Guarda Fiscal havia debandado perante a aproximação de uma coluna monárquica.
O grosso das forças monárquicas era constituído pela coluna de Paiva Couceiro (1861-1944), que tinha bivacado a 7 de Julho na região de Soutelinho da Raia, de onde avançou para o espaldão da Carreira de Tiro.
Existia contudo uma outra coluna, a do capitão Mário de Sousa Dias (datas desconhecidas), que bivacara no mesmo dia junto a Feces de Abajo e entrou por Vila Verde da Raia e Outeiro Seco, em direcção a Chaves.
Pelas 16H00 já os elementos sobreviventes da coluna de Paiva Couceiro se haviam refugiado no pinhal da Cocanha, na margem direita do Tâmega, para proteger a retirada.
Note-se a projecção das sombras, que indicia ter este hasteamento ocorrido ao início da tarde.

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domingo, 26 de julho de 2009

Posto da Guarda Fiscal de Salema, Vila do Bispo, ao Abandono








Antigo posto da Guarda Fiscal abandonado na Praia da Salema

armindo vicente
Posto da Guarda Fiscal abandonado na praia da Salema
Quem veraneia na praia da Salema, em Vila do Bispo, não se sente mais seguro por ter um posto da Guarda Fiscal a cerca de vinte metros do areal. O posto foi desactivado há anos e, desde então, foi deixado ao abandono e tomado de assalto pelas ervas que aproveitaram a falta de movimento para proliferarem.
O espaço acusa as mazelas que a falta de intervenção lhe causou: os vidros estão partidos, as paredes sem cor e o jardim mudou de categoria para mato. É, por isso, um caso de poluição visual para quem pretende banhar-se nas águas daquela praia. É também um foco de incomodidade para os clientes do café situado mesmo ao lado, já que as ervas quase invadem a esplanada.Gilberto Viegas, presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo, contactado pelo «barlavento», disse conhecer a situação e revelou que «há dois ou três meses mandámos limpar as ervas. É a única coisa que podemos fazer, pois o edifício está à guarda da Direcção Geral de Finanças e Tesouro».O autarca adiantou ainda que «a Câmara já demonstrou o interesse à entidade que tutela o imóvel e tem a expectativa de adquirir o edifício, para converter o posto num museu». O museu em questão seria dedicado ao navio francês L’Océan, que foi incendiado e se afundou em 1759, entre a Praia da Salema e a da Boca do Rio. «A Câmara já estabeleceu um protocolo para cedência de algum espólio do navio», acrescentou Gilberto Viegas.O «barlavento» contactou a Direcção Geral de Finanças e Tesouro que não deu mais informações, por este ser um processo, entre muitos, que o Ministério das Finanças tem entre mãos, mas remeteu esclarecimentos para mais tarde.Enquanto o processo de permuta de propriedade não estiver concluído, não se prevêem melhoras no estado do antigo posto da Guarda Fiscal, mas Gilberto Viegas mostra-se esperançado em «resolver a situação em breve».









Guarda Fiscal a contabilizar o pescado - Costa Nova - Aveiro


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Posto da Guarda Fiscal de Ancão - Loulé


Posto Guarda Fiscal Quarteira


Posto da Guarda Fiscal Transformado em Museu do Cinema


UM EXEMPLO A SEGUIR

A história de um grande amor pode contar-se em poucas palavras. Era uma vez, há mais de três décadas, um afamado cinéfilo francês, que travou conhecimento com um casal de portugueses ao realizar um documentário sobre a presença da comunidade lusa em França.

Jean Loup Passer, assim é o seu nome, rendeu-se aos encantos de ambos, e aceitou passar umas férias em Melgaço, onde residiam. Algo mudou na vida do responsável pelo Festival Internacional de La Rochel (desde 1973) e conselheiro de Cinema do Centro Georges Pompidou. Por aqui comprou casa. E há quem jure que, desde logo, começou a conjecturar a construção de um museu dedicado à sétima arte, para coroar esta pequena e sedutora vila. O sonho concretizou-se o ano passado, com a inauguração do Museu do Cinema de Melgaço, tendo Jean Loup Passer doado toda a sua colecção privada como prova da sua paixão. Do pré-cinema aos Lumière

É um pouco de tudo isto que podemos observar no antigo Posto da Guarda Fiscal de Melgaço, agora transformado em museu. Desde os trôpegos passos na era do pré-cinema até ao nascimento da sétima arte propriamente dita. Na primeira das salas recuamos logo ao século XIX, onde estão expostas as lanternas mágicas, representativas já do movimento através de uma manivela que fazia girar pequenas superfícies vidradas pintadas com imagens. Nomes bizarros como Fenakiscópio – que, por intermédio de um disco giratório com desenhos ligeiramente diferentes, indicava o futuro dos desenhos animados – ou como Praxinoscópio, cujos jogos de espelhos mostravam um casal a dançar, e que preparavam o terreno para o cinematógrafo dos irmãos Lumière, em 1895, são algumas das muitas máquinas que podemos ver.

MUSEU DO CINEMA DE MELGAÇOJEAN LOUP PASSEKTel. 251 401 575Preço: €1. Crianças até 12 anos não pagam.Horário de Verão: 10h00-12h30 e 14h30-19h00Horário de Inverno: 10h00-12h30 e 14h00-17h00 Fechado à segunda-feiraVivíamos ainda o pré-cinema, de carácter rural, e que muitos vaticinavam de curta duração. Não teve. E tornou-se, anos mais tarde, um espectáculo para as classes abastadas, apesar dos primeiros cartazes que anunciavam “Todos vão e levam os filhos”, também eles patentes no museu, junto a outros históricos, como o do filme “Há festa na aldeia”, de Jacques Tati (1947), a fazerem gala, logo à entrada. Ainda no rés-do-chão temos pormenores que fazem as delícias dos devotos do cinema: fotos de vários actores, cheques pessoais (como um de James Stewart de 58,30 dólares), entre muitas outras curiosidades. Numa terceira sala, em grande destaque, encaramos uma caixa óptica, aparelho que, ainda no século XVIII, começou a desafiar as noções de perspectiva; logo a seguir os visitantes são presenteados com um grande ecrã de plasma, onde passam, continuamente, curtas metragens, privilegiando os imortais Charlot e Buster Keaton.