O Convívio Nacional dos Guardas Fiscais deste ano coincidiu com o dia da criação do Corpo da Guarda Fiscal, a 17 de setembro de 1885. A Guarda Fiscal fez, portanto, 136 anos no passado dia 17 de setembro, tendo sido distintamente homenageada com este grande Convívio em Mangualde.
Destacamos três pontos fortes associados ao 23.º Encontro:
- A publicação recente de mais uma obra literária do Major Infante ( o sempre "jovem" e dinâmico impulsionador destes convívios);
- A presença de um camarada trajando a rigor o uniforme n.º 2 da N/ Guarda Fiscal, que "abrilhantou" a receção na Câmara Municipal e dignificou a Missa em memória dos falecidos ( exemplo que poderia ser seguido por outros GFs nos próximos Encontros);
- A Mensagem do Tenente - General Cabral Couto, Comandante Geral da GNR, que enaltece o centenário trabalho da Guarda Fiscal em prol das finanças do país, não esquecendo o seu importante papel na transição da ditadura para o atual sistema democrático.
Bem-hajam todos os que contribuiram para o sucesso de mais este Convívio Nacional.
A Equipa do PicaChouriços - Guarda Fiscal

Dia 17.Dez horas da manhã. No largo frente ao Município de
Mangualde começam a vislumbrar-se os primeiros participantes dos cerca de 400
militares que do Minho ao Algarve quiseram uma vez mais dizer sim ao 23º
Convívio Nacional. Aqueles abraços, aquelas risadas de alegria que cada um
manifestava à sua maneira eram bem o testemunho do quanto se sentiam bem
junto dos colegas.
Já no Salão Nobre da Câmara onde foram recebidos pelo Ex.mo
Presidente da Câmara, Dr. João Azevedo, o Maj.Infante historiou os Convívios
frisando que em 23 anos do evento, pela primeira vez, se repetiu o mesmo local
do Almoço, fruto do serviço exemplar com que foram presenteados, daí terem
voltado. Foram ofertados 4 livros já publicados pelo Major que ficam a constar
na Biblioteca da Autarquia. O Presidente da Câmara agradeceu e felicitou a
Organização pela sua escolha.
Tirada a foto da praxe seguiu-se a romaria até ao
Complexo Paroquial onde os esperava o Snr. Cónego Seixas para celebração da
Missa em sufrágio de todos os colegas que já cumpriram a lei da vida. Foi lido
um poema da autoria do Maj. Infante – “ vamos sorrir “ - de que se destaca: “ …Finalmente vamos
descobrir/Tudo o que de bom há em nós/Procurar ser gente/Com muitas
certezas/Com rumo certo/E seguir…seguir sempre em frente/Por mim vou tentar/Não
vou virar as costas/Vou lutar/E contigo, sempre juntos/Vamos sorrir, vamos
sonhar. Foi oferecido um livro com dedicatória alusiva ao evento “ Ventos que
sopram “. Gritaram-se “ os gritos da Guarda Fiscal” e foi a debandada, em
cortejo automóvel, até à Quinta ( Gandufe ) onde puderam degustar umas
entradas, dispersas pelos relvados do jardim que mereceram, uma vez mais, os
maiores encómios por parte de todos os presentes. Serviço espectacular,
esmerado, de muita qualidade.
Já dentro da sala, antes de começar o repasto,
foi lida a Mensagem enviada pelo Ex.mo General Comandante Geral da GNR de que
se destaca : “ … é com muito agrado que, por ocasião deste já tradicional
evento, me dirijo a todos vós, militares que devotadamente servistes a causa da
Guarda Fiscal e respetivas famílias, felicitando-vos pelo espírito de sã
camaradagem que ressalta de uma tão
nobre iniciativa que já perdura no tempo e pelo orgulho com que recordais a
instituição a que pertencestes e aqueles que honradamente asseguraram, através
dos tempos, a sua existência e a alcandoraram ao prestígio de que desfrutou.”
E, já no seu términus :“…Renovo o meu apreço e consideração pela forma
meritória como ativamente tendes contribuído para reavivar a história e a
memória de uma instituição centenária que tão relevantes serviços prestou a
Portugal, exortando-vos a que continueis a realizar esta marcante iniciativa à
qual me associo, em meu nome pessoal e do Comando da Guarda, pelo que a mesma
significa para a compreensão da nossa identidade coletiva e para a preservação
de todo um património que também é pertença da Guarda Nacional Republicana. “.
Foi lida também a resposta da Organização à Mensagem recebida.
E chegou o momento alto do Convívio em que todos, de mãos
dadas e erguidas, lembraram os colegas falecidos ouvindo “ O toque de silêncio
“ com projeção de vídeo. Espetacular impacto, comovente.
E, depois de um fim de tarde em grande com o indispensável
bailarico, partiu-se o bolo de aniversário, regado com champanhe, ao som dos
parabéns . Vieram os abraços da despedida envoltos naquela chama de que vale a
pena viver em amizade. E, em 2017, lá estarão em local ainda não escolhido mas
na mente surge uma deslocação à Madeira, quem sabe…
Major Infante