quinta-feira, 24 de setembro de 2009

POSTO GF ABANDONADO E CASA DOS GUARDAS DAS FERRARIAS -MOURÃO





Na realidade é muito triste quando deparamos com antigos postos da G.F,em avançado estado de degradação,quando me é possivel gosto de ir visitar postos onde eu prestei serviço,é uma saudade de quem amou a profissão de Guarda Fiscal e,agora ver antigos Postos aonde fomos felizes a cairem aos pedaços e cada vez mais degradados, seria de toda a justiça obrigar ao Comando Geral da GNR a reconstruir todo este patrimonio e dele fazer casas de veraneo para todos os Guardas Fiscais,pois muitos deles fomos nós que os construimos. Estas fotos são do Posto da G.Fiscal das Ferrarias na Secção de Mourão, com imagens das casas dos Guardas. Para todos os G.Fiscais, um Abraço de saudade desta grande Família.

José Jorge

Guarda Fiscal José Jorge Nº 5898/63



Quero começar por felicitar todas as pessoas que tiveram a brilhante ideia de fazer este trabalho para o não esquecimento da Nossa Inesquecível Guarda Fiscal.Devido ao avançado estado da hora, vou ficar hoje por aqui,mas assim que tiver tempo disponivel darei informações crediveis referente à nossa Ex-G.F. . Eu sou Ex-militar desta briosa ingressei em 21OUT63, no Centro de Instrução em Matosinhos ( Circunvalação).em anexo junto foto para anexar ao blooger. à! eu sou o Jorge e, o meu número era o 5898/63.Um abraço para todos/as

sábado, 8 de agosto de 2009

Soutelinho da Raia - Chaves - Posto da Guarda Fiscal Abandonado



Antigo Quartel da Guarda Fiscal, foi durante muito tempo ponto de controlo de entrada e saída de mercadorias para ambos os lados da fronteira... foi desactivado há vinte anos atrás, aí permanecendo um posto de rádio ainda em actividade. O Estado colococou-o à venda recentemente, não havendo compradores interessados. Seria útil que se recuperásse pois está bastante degradado.
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Posto da Guarda Fiscal Abandonado em Casal do Vaso - Mogadouro - junto ao rio Douro

Vista do posto da GF






Tínhamos combinado um "raid" fotográfico à barragem. Contudo, o S. Pedro pregou-nos uma partida e resolveu (bem) mandar "chover a cântaros". De modo que acabámos por alterar o programa inicialmente previsto. Primeiro fomos até ao "Embarcadouro", onde pudemos constatar que há muito porco com duas patas. Há por ali lixo que dava para abrir uma central de reciclagem.
Depois de almoço, tentámos ir até à barragem. Mas só conseguimos chegar ao antigo Quartel da Guarda Fiscal, sito no "Casal do Vaso". O Rui Major resolveu levar o jipe mesmo até ao muro do recinto que rodeia o edifício. O problema foi para sair. Pensei que íamos ficar ali presos. O "berceio" não deixava ver nada, e não sabíamos se batíamos numa fraga ou nos espetávamos num buraco. Pode-se dizer que foi uma tarde plena de pura adrenalina. Bem regada por chuvadas intensas (e algumas minis)... Prevaleceu o sangue frio e a perícia do condutor, que nos tirou de lá sem problemas. Mesmo assim, como quem não quer a coisa, eu e o Ti Américo Rentes viemos para o exterior a pretexto de orientar o condutor (ai não...).
Fica para uma próxima oportunidade a descida até à barragem, que vale bem a pena. Todo o percurso é magnífico, e a paisagem reconcilia-nos com a vida. É um trilho fantástico, prenhe de beleza rude, único e marcante.
É uma pena que o Quartel esteja em estado de abandono, e que os proprietários não o recuperem. Ainda gostava de o ver como noutros tempos, descritos pelo Ti Evangelino e pelo Ti Rentes, que ali passaram muitos dias de serviço, na extinta Guarda Fiscal, e que quiseram lá ir para matar saudades.
Publicada por Antero Neto em 7.6.09 0 comentários Hiperligações para esta mensagem
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Antigos postos da Atalaia, Salema, Consolação e Burgau, dão nome a Lanchas de Vigilância e Intercepção











Lanchas de Vigilância e de Intercepção (LVI)

Características Principais
Comprimento 16,4 metrosBoca 4,23 metrosCalado ...................0,86 metrosMotorização ..............2 motores MTU 12V 183 TE93Potência .................2 X 1150HPPropulsão ................2 Hidrojactos de água Hamilton mod. 391Velocidade de cruzeiro ...25 nósDeslocamento leve 15,2 ...TonTripulação ...............6 homens

Todas possuem protecção balística e uma embarcação auxiliar para abordagens.
As Lanchas de Vigilância e de Intercepção (LVI) são de uma série de 12, pertencentes à Classe Ribamar, atribuídas ao Serviço Marítimo da Brigada Fiscal da Guarda Nacional Republicana.

O Governo, atento às necessidades em incrementar a protecção e fiscalização da fronteira marítima portuguesa e da União Europeia, decidiu, através do lançamento do Concurso Público Internacional N.º 4/INT/97, de 2 de Setembro, dotar esta força de segurança de meios mais modernos e capazes de atingir este objectivo.
A Revista n.º 3 de 2001 noticiou, a propósito do 8.º aniversário da Brigada Fiscal, a Cerimónia do Baptismo, com referência às suas ilustres madrinhas, das 4 lanchas acima mencionadas.
O porquê da razão de ser da escolha destes nomes?
De facto com esta iniciativa a Brigada Fiscal pretende perpetuar a memória dos Postos da Guarda Fiscal que, através da acção diária e contínua dos seus efectivos, contribuíram de forma significativa para a manutenção da segurança pública e para a defesa dos superiores interesses da Fazenda Nacional. Seleccionaram-se alguns dos seus nomes para esta Classe de Lanchas.

O Posto Fiscal de ATALAIA
Foi criado por Decreto de 3 de Dezembro de 1891 do Ministério dos Negócios da Fazenda com a missão especial de cobrar imposto de pescado, ficando a depender organicamente da Secção de Peniche da 3ª Companhia do Batalhão n.º 1 da Guarda Fiscal, situação que manteve até à sua extinção.
O prédio foi cedido a título de empréstimo pela Direcção Geral da Fazenda Pública, nos termos do Art.º 6º e seguintes do Dec.-Lei 24498, de 13 de Setembro de 1934, sendo entregue oficialmente à Guarda Fiscal em 14 de Julho de 1960.
Situado no lugar da Atalaia, freguesia e concelho da Lourinhã, distrito de Lisboa, a cerca de 300 metros do mar, este local dominava uma extensa faixa de litoral, de aproximadamente 7 Km, entre a Foz da Areia Branca (confinando com a área do Posto de Paimogo) e a Lage Fria ( confinando com a área do Posto de Porto Dinheiro), limites norte e sul da respectiva zona de acção, permitindo cumprir a missão de vigilância com um efectivo mínimo de um 2º cabo e três soldados.
Foi desguarnecido em 9 de Junho de 1975, passando o edifício a servir de casa de veraneio dos Serviços Sociais da Guarda, estando a cargo da Brigada Territorial n.º 2 a gestão, controlo e conservação das instalações.
O último comandante de Posto foi o soldado n.º 1112/667173 - Salvador Pires Gomes.

O Posto Fiscal da CONSOLAÇÃO
Foi criado por Decreto de 3 de Dezembro de 1891 do Ministério dos Negócios da Fazenda com a missão especial de cobrar imposto de pescado, ficando a depender organicamente da Secção de Peniche da 3ª Companhia do Batalhão n.º 1 da Guarda Fiscal, situação que manteve até à sua extinção.
Segundo dados de 1961, o prédio foi adquirido, por compra directa, em 10 de Outubro de 1928, sendo dado ao Património em 1944, com o número 11, matriz 1007, inscrito no livro m/26.
Situado no lugar da Consolação, junto ao seu forte, freguesia da Autoguia da Baleia, concelho de Peniche, distrito de Leiria, a poucos metros do mar, este local dominava uma extensa faixa de litoral, de aproximadamente 8 Km, entre a praia da Lagoa (confinando com a área do Posto de Peniche) e a Ermida de Santo António (confinando com a área do Posto de Paimogo), limites norte e sul da respectiva zona de acção, a nascente abrangia uma área de 10 Km para o interior, permitindo cumprir a missão de vigilância com um efectivo mínimo de um 2º cabo e dois soldados.
Foi desguarnecido em 9 de Junho de 1975, passando o edifício a servir de casa de veraneio dos Serviços Sociais da Guarda.
O último comandante de Posto foi o cabo n.º 875/73 - António Tomaz.

O Posto Fiscal do BURGAU
Foi criado em 22 de Novembro de 1949, com a missão especial de cobrar imposto de pescado, ficando a depender organicamente da Secção Fiscal de Lagos, da 4ª Companhia do Batalhão n.º 2 da Guarda Fiscal, situação que manteve até à sua extinção.
O prédio foi cedido pela Direcção Geral da Fazenda Pública ao Comando Geral da Guarda Fiscal pelo Auto de Cessão, da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, do Ministério das Obras Públicas, naquela data.
Situado num pequeno forte, no lugar de Burgau, freguesia do mesmo nome, concelho de Vila do Bispo, distrito de Faro. Era sobranceiro a uma curta praia, com algumas características de abrigo natural, por se encontrar entre profundas arribas rochosas, este local dominava uma extensa faixa de litoral, de aproximadamente 5 Km, entre o Cerro dos Touros a Este (confinando com a área do Posto Fiscal da Luz) e a Fortaleza da Boca do Rio, a Oeste (confinando com a área do Posto de Salema), a Norte abrangia uma área de 5 Km para o interior, permitindo cumprir a missão de vigilância com um efectivo de um cabo e quatro soldados.
Há semelhança da maioria dos Postos Fiscais da costa algarvia, a sua importância era reforçada pelo facto da linha de navegação das embarcações comerciais ser bastante próxima da costa, o que possibilitava excelentes condições para a prática de contrabando. Por nele estar instalado um farolete, desempenhou ainda um papel importante no apoio à navegação costeira, em especial às embarcações de pesca local.
Foi desguarnecido em 25 de Julho de 1990, através de Despacho do Comandante do Batalhão n.º 2, passando o edifício a servir de base de apoio à actividade operacional.
O último comandante de Posto foi o cabo n.º 696/846197- José Joaquim Venâncio Casinhas.

O Posto Fiscal da SALEMA
Há memória da existência deste Posto a partir de 1919, tendo sido seu primeiro Comandante o 2º cabo Daniel Azeredo. No entanto, só em 20 de Fevereiro de 1956, terá sido legalmente instituído, com a missão especial de cobrar imposto de pescado, ficando a depender organicamente da Secção de Lagos da 4ª Companhia do Batalhão n.º 2 da Guarda Fiscal, situação que manteve até à sua extinção.
Por despacho do Subsecretário de Estado do tesouro, de 1 de Dezembro de 1955, a Direcção da Fazenda Pública, adquiriu a José Joaquim Xavier, em 13 de Dezembro de 1955, um terreno com a finalidade de ali instalar um Posto Fiscal, que, cerca de três anos depois, veio a ser inaugurado, em 1 de Maio de 1959, como Posto Fiscal da Salema.
Situado no lugar de SALEMA, freguesia de Budens, concelho de Vila do Bispo, distrito de Faro, o Posto da Salema dominava uma área costeira compreendida entre a Fortaleza da Boca do Rio, a Este (confinando com a área do Posto de Burgau), e a Praia das Furnas, a Oeste (confinando com a área do Posto de Zavial), limites da respectiva zona de acção; a Norte abrangia uma área de 6 Km para o interior, permitindo cumprir a missão de vigilância com um efectivo de um cabo e seis soldados.
Foi desguarnecido em 25 de Julho de 90, através de Despacho do Comandante do Batalhão n.º 2 passando o edifício a servir base de apoio à actividade operacional.
O último comandante de Posto foi o cabo n.º 696064 - Joaquim Augusto Simões.
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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Zona de Castro Marim - Antigo posto da Guarda Fiscal recuperado para casa abrigo



Descrição:
Antiga casa da Guarda-Fiscal localizada no Centro de Educação Ambiental de Marim (CEAM), constituída por:- casa principal com sala, hall, cozinha, 2 quartos (1 com casa de banho privativa), 1 casa de banho. Capacidade máxima para 4 ocupantes.- anexo com 1 quarto e casa de banho; capacidade máxima para 2 ocupantes.- anexo com 1 quarto e casa de banho; capacidade máxima para 2 ocupantes.- uma sala para tratamento de roupas.
Capacidade total para 8 ocupantes. A casa e os anexos podem ser alugados separadamente.
Dispõe de mobiliário e equipamento de cozinha.Dispõe de água e electricidade

Cais Sodré Lisboa - Antigo Posto da Guarda Fiscal


O Posto da Guarda Fiscal do Cais Sodré, Lisboa, foi construído em 1904, sendo totalmente de madeira. Era um ex-libris da cidade e da GF. Manteve-se em estado razoável de conservação e guarnecido até 1993, ano da extinção da Guarda Fiscal. Com a integração na GNR foi desguarnecido e deixado ao abandono. Frequentado por toxicodependentes acabou por arder totalmente pouco tempo depois. Uma perda para a cidade e para o património da Ex-Guarda Fiscal que a GNR prometeu cuidar mas que tem delapidado irresponsavelmente.
O Presidente da Câmara Municipal, João Soares, autorizou a construção de um bar no mesmo local, também em madeira, e que apresenta algumas semelhanças com o antigo posto - o bar Guarda Rio.

Restaurant Marisqueira ‘Guarda Rio’ Cais do Sodré: fresh seafood, beautiful river views & smugglers
Restaurant Marisqueira ‘Guarda Rio’, (Antigo Pavilhão da Guarda Fiscal, a former observation point overlooking the river Tagus) is located just near Cais do Sodré, Lisbon’s major bus, metro, train station and ferry terminal. The marisqueira (seafood in Portuguese) is unfailingly fresh, the waiters are very friendly.




The very old wooden building of the restaurant has a long history. It was built in 1904, used by the Fiscal Guards (Guarda Fiscal) as an observation post to watch the ‘contrabando’ (smugglers) who arrived by boat from overseas.




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Ilha Terceira - Praia da Victória - Quartel da Guarda Fiscal de Santa Cruz



DESCRIÇÃO: Edifício urbano de gaveto, de planta rectangular, com dois pisos, construído em alvenaria de pedra rebocada e caiada à excepção do soco, dos cunhais, da cornija e das molduras dos vãos que são em cantaria pintada.Os cunhais vão estreitando de baixo para cima. As janelas são de dois batentes e bandeira, com caixilharia e portadas em madeira. Na fachada principal os vãos têm vergas curvas enquanto na fachada lateral direita as vergas dos vãos são rectas, sendo os vãos do piso superior janelas de sacada com guardas em madeira. A cobertura é de quatro águas, em telha de meia-cana tradicional, rematada por duplo beirado.No eixo de simetria da fachada principal existem duas pedras em alto relevo, uma com um brasão com as armas nacionais e outra com a inscrição "POSTO DE / DESPACHO". Ao eixo da fachada lateral direita existe uma cartela com a inscrição "REEDIFICADO / EM 1844 / PELO G CIVIL / JOSÉ SILVESTRE / RIBEIRO".
ELEMENTOS DATADOS: Inscrição numa cartela na fachada lateral direita: "1844".
ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Razoável
FUNÇÃO INICIAL: Habitação
FUNÇÃO ACTUAL: Posto da Guarda Nacional Republicana
BIBLIOGRAFIA E DOCUMENTAÇÃO DE REFERÊNCIA: Freguesias da Praia, Pedro de Merelim, Vol.II, Direcção Regional de Orientação Pedagógica, Angra do Heroísmo, 1983; Ficha 19-E do "Inventário do Património Histórico e Religioso para o Plano Director Municipal da Praia da Vitória

Cacilhas - Posto da Guarda Fiscal de Olho de Boi - desactivado


Quartel da antiga Guarda Fiscal no Olho de Boi, já obsoleto, uma vez que todo o movimento maritimo terminou naquelas bandas e não tem já razão de existir


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Ribamar - Ericeira - Forte de Ribamar - Posto desactivado da Guarda Fiscal é usado como casa de repouso e veraneio


Coimbra - Lapa dos Esteios junto ao Mondego - Quartel da Guarda Fiscal

http://passearporcoimbra.blogspot.com/2006/03/photo-sharing_114227126525776322.html

Porto - Castelo do Queijo - Serviu de quartel à Guarda Fiscal

http://pt.wikipedia.org/wiki/Forte_de_São_Francisco_Xavier_do_Queijo

Portela do Homem - Quartel da Guarda Fiscal

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http://www.serra-do-geres.com/ja_estive_aqui_ficheiros/torneiros_a_banheira/torneiros.htm

Barrancos e o Contrabando


Histórias de contrabando para lá de qualquer fronteira

O contrabando, enquanto actividade ilícita aos olhos dos poderes instituídos, é um fenómeno milenar. No entanto, o pequeno contrabando teve nestas terras raianas um papel fundamental na coesão das comunidades e na melhoria das condições de vida destas populações.Miguel Rego
O Concelho de Barrancos é uma região de fronteira. A Norte toca a Extremadura. A Leste e a Sul a Andaluzia, regiões da vizinha Espanha. E esta especificidade de terra raiana assume um maior significado se pensarmos que é também aqui que passa o limite entre o Alto e o Baixo Alentejo. Esta realidade e o facto do concelho assentar as suas origens em povoadores vindos do país vizinho, representa indiscutivelmente um fenómeno indispensável para compreender a história recente destas terras e, em particular, alguns episódios importantes que têm a Herdade da Coitadinha como palco.
O contrabando, enquanto actividade ilícita aos olhos dos poderes instituídos, é um fenómeno milenar. Tem a idade das fronteiras políticas e administrativas, e foi desde as suas origens um elemento importante para o desenvolvimento económico de algumas micro-estruturas sociais e humanas. Assim como um factor de criação de novos pretextos para o reforço do poder militar de alguns pequenos (e grandes) senhores, em períodos históricos mais recuados. Mas o conceito de contrabando, de pequeno contrabando, tem nestas terras raianas um papel fundamental na coesão das comunidades e na melhoria das condições de vida destas populações. De comunidades que têm a ligá-las muitas vezes profundas raízes familiares.
O fenómeno generalizado de contrabando tem aqui início com a guerra civil de Espanha (1936-1939). O país vizinho passa por um período terrível, cujas feridas vão durar muitos anos a sarar. Saído dum esforço de guerra terrífico que esvaziou os cofres do Estado, vê toda a sua máquina económica e financeira muito debilitada. Entretanto, o início da II Guerra Mundial vem aprofundar ainda mais as dificuldades que invadem a Península Ibérica e, em particular, a Espanha. Nestas regiões mais de interior, faltam os bens essenciais como a farinha, o arroz, o azeite, o açúcar… Na falta de dinheiro a procura dos meios de subsistência promove a troca directa e, ainda antes do grande período em que o café é o produto mais importante para o “comércio de fronteira”, todos os produtos complementam as necessidades de umas e outras populações.
Da zona de Oliva de la Frontera, chegavam sardinhas e laranjas a estas terras da Coitadinha e levavam-se ovos… Outras vezes chegavam alhos ou outros produtos hortícolas em troca de meia dúzia de gramas de café ou açúcar.
De Zafra, Valencita (Valência del Mombuey), Fregenal de la Sierra ou Oliva de la Frontera, nos períodos de pós-guerra, chegavam gentes à procura de uma maior abundância de bens que escasseavam do lado de lá. Mas também os tempos da guerra aqui se faziam sentir e, os produtos racionados, dificultavam as trocas que se queriam céleres para bem das duas comunidades. Levava-se arroz, farinha, açúcar, café… acima de tudo produtos de primeira necessidade. Traziam-se, entre outros, licores, alparcatas, vestuário de senhora, lingerie…
O fim da II Guerra Mundial e a recuperação económica que do lado de Espanha se começava a fazer sentir vem alterar, profundamente, as relações sociais e económicas das populações de fronteira e modificar o tipo de produtos que então se trocavam. É nesta altura que o café, oriundo dos países africanos colonizados por Portugal e de preços extraordinariamente mais baixos, assume um papel fundamental nos passos dos contrabandistas. Primeiro o pequeno contrabandista que leva uma carga de café para trazer bens de primeira necessidade para a sua família. Depois algumas fazendas, o enxoval dos filhos ou algumas coisas para a casa… Começam então a aparecerem os grandes “comerciantes” que contratavam grupos de dez, vinte, trinta, às vezes sessenta homens, para irem “ao outro lado” com café. Cada um levava em média 25 quilos e as viagens duravam, às vezes, duas, três, quatro noites e cada homem ganhava o mesmo numa noite que durante uma semana nos trabalhos do campo.
É um contrabando de subsistência que ajudava a enganar os tempos de miséria e privações que marcavam os anos cinquenta, sessenta e setenta. Mesmo sem dinheiro, aqueles que se dedicavam ao contrabando do café encontravam sempre um comerciante que lhes fiava as cargas. Homens, ou mulheres, que depois do trabalho na mina ou no campo iam enganando a noite levando uma carga de café a Encinasola, Oliva ou Valencita.
O território da Coitadinha assume então uma função ainda mais importante neste comércio dada a sua proximidade a algumas povoações espanholas. Menos de 10 quilómetros a Oliva e Valencita. Pouco mais de vinte a Fregenal e Jerez. Paralelamente, é uma zona onde os vales da ribeira do Ardila funcionam quase como via de inter-penetração e movimentação dos grupos de homens que se aventuravam, noite fora, com a mochila às costas. A fraca densidade populacional da zona ajudava na passagem clandestina que tão necessária era para levar a encomenda a bom porto.
Talvez por isso a Guarda-fiscal instala um dos seus postos mais importantes nas “Russianas”, limitando desta forma os caminhos e os destinos dos contrabandistas que procuravam uma sorte diferente carregando café. Uma carga que, mais não seja, trocada por pesetas dava para “fazer” as festas e romarias do outro lado da fronteira.
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São Martinho do Porto - Posto da Guarda Fiscal


Soito anos 60 - emigrantes a "salto"



Emigrantes do Soito «a salto» presos em Espanha
Sexta-feira, 19 Setembro, 2008 in Espanha, Memória, Memórias..., Sabugal, Soito Tags: , , , , , by jclages
Na década de 60 um grupo de emigrantes do Soito que tentavam ir «a salto» para França ficaram presos em Espanha.
As condições económicas e sociais no Portugal dos anos 60 (salários de miséria, Guerra Colonial, agricultura de subsistência), levaram à emigração (quase sempre ilegal) de mais de 60 por cento da população do concelho do Sabugal. Chamava-se a isso passar a fronteira «a salto», isto é, sem passaporte que aliás, era recusado pelo regime da época a quase todos o que o requisitavam.Havia os «índios» e os «passadores». Os «índios» eram os que tentavam emigrar e os «passadores», os que ajudavam, a troco de uma remuneração, os outros a passar.Em Portugal, a PIDE perseguia os candidatos à emigração «a salto». Quando algum era apanhado tinha cometido o crime de emigração ilegal. O que o tinha ajudado, a troco de algum dinheiro, era acusado de cometer o crime de engajamento.Na fotografia podemos ver um grupo de emigrantes, naturais do Soito, que pretendiam emigrar para França, no início dos anos 60.Perseguidos pela Guardia Civil, em terras de Espanha, os presentes na imagem, foram presos e levados para um calabouço, onde um agente policial tirou esta fotografia que, mais tarde, ofereceu a um dos emigrantes.Os que estão com a boina são os «passadores», neste caso espanhóis. Os restantes são todos do Soito.Desta vez não conseguiram os seus intentos. Todos eles tentaram outra vez e conseguiram.João Aristides Duarte


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Vila Verde da Raia - Chaves - Fronteira - Quartel da Guarda Fiscal: abandonado


Barreiras de Benfica - Posto de Controlo da Guarda Fiscal nas Portas de Lisboa


Os Castelinhos das Portas de Benfica: no cruzamento da solidariedade.

Os dois edifícios situados nas portas de Benfica, mais conhecidos por castelhinhos passaram de uma actividade de Posto fronteiriço da Guarda Fiscal para um edifício onde se cruzam um centro de solidariedade, uma associação de imigrantes São Tomé e Príncipe e a Orquestra Ligeira de Benfica que tem aí sua sede. Vidas que se juntam num cruzamento emblemático da entrada de Lisboa numa das extremidades da Estrada de Benfica na freguesia de Benfica. Estão no limite do concelho de Lisboa e servem de entrada para o concelho da Amadora.
No século XIX existiam 26 portas de entrada para a cidade de Lisboa, sendo as de Benfica uma delas, assinalando neste ponto o limite fiscal da capital. Em 1892 cessou a sua actividade. Estes dois edifícios, apesar do abandono a que foram votados foram dos poucos a resistir à forte urbanização. Edificados em 1886 são actualmente propriedade do Ministério das Finanças e encontravam-se em estado de degradação avançada quando se iniciaram em Dezembro de 1996 as obras de recuperação dos dois edifícios cujas respectivas torres representam um símbolo ímpar.
No edifício norte o Centro de Informação “Em Cada Rosto Igualdade”, inicialmente a cargo da Organização Internacional para as Migrações, está actualmente a cargo da Junta de Freguesia de Benfica. A coordenadora do Centro (ECRI), Célia Palos, falou-nos da importância deste centro no acompanhamento aos cidadãos estrangeiros. Trata-se de uma nova dinâmica que a Junta de Freguesia de Benfica pretendeu estabelecer numa zona de passagem entre a Amadora e a entrada de Lisboa. Foi isso mesmo que fez questão de deixar claro em entrevista a Coordenadora deste centro do Pelouro de Acção Social de Benfica: Célia Palos, Coordenadora do Centro ECRI
Como foi referido por Célia Palos a zona envolvente aos dois edifícios vai sofrer modificações importantes uma vez que está projectada para a área uma rotunda fazendo a ligação entre o nó da Buraca e o IC17. Os dois edifícios, considerados monumentos nacionais, vão assim manter-se intactos e continuar a fazer parte da história dos monumentos da cidade. Na página da Estradas de Portugal -Traçado da Cril fica demonstrado que as Portas de Benfica começaram já a sofrer alterações importantes mantendo-se , no entanto, os dois edíficios no centro da rotunda que esta projectada para a zona. Dois edifícios com vidas e histórias por dentro que vão continuar no activo apesar das transformações previstas.

O projecto de rotunda nas Portas de Benfica mantendo os dois edifícios no centro.

Os Castelinhos das Portas de Benfica: no cruzamento da solidariedade.

Os dois edifícios situados nas portas de Benfica, mais conhecidos por castelhinhos passaram de uma actividade de Posto fronteiriço da Guarda Fiscal para um edifício onde se cruzam um centro de solidariedade, uma associação de imigrantes São Tomé e Príncipe e a Orquestra Ligeira de Benfica que tem aí sua sede. Vidas que se juntam num cruzamento emblemático da entrada de Lisboa numa das extremidades da Estrada de Benfica na freguesia de Benfica. Estão no limite do concelho de Lisboa e servem de entrada para o concelho da Amadora.
No século XIX existiam 26 portas de entrada para a cidade de Lisboa, sendo as de Benfica uma delas, assinalando neste ponto o limite fiscal da capital. Em 1892 cessou a sua actividade. Estes dois edifícios, apesar do abandono a que foram votados foram dos poucos a resistir à forte urbanização. Edificados em 1886 são actualmente propriedade do Ministério das Finanças e encontravam-se em estado de degradação avançada quando se iniciaram em Dezembro de 1996 as obras de recuperação dos dois edifícios cujas respectivas torres representam um símbolo ímpar.
No edifício norte o Centro de Informação “Em Cada Rosto Igualdade”, inicialmente a cargo da Organização Internacional para as Migrações, está actualmente a cargo da Junta de Freguesia de Benfica. A coordenadora do Centro (ECRI), Célia Palos, falou-nos da importância deste centro no acompanhamento aos cidadãos estrangeiros. Trata-se de uma nova dinâmica que a Junta de Freguesia de Benfica pretendeu estabelecer numa zona de passagem entre a Amadora e a entrada de Lisboa. Foi isso mesmo que fez questão de deixar claro em entrevista a Coordenadora deste centro do Pelouro de Acção Social de Benfica: Célia Palos, Coordenadora do Centro ECRI
Como foi referido por Célia Palos a zona envolvente aos dois edifícios vai sofrer modificações importantes uma vez que está projectada para a área uma rotunda fazendo a ligação entre o nó da Buraca e o IC17. Os dois edifícios, considerados monumentos nacionais, vão assim manter-se intactos e continuar a fazer parte da história dos monumentos da cidade. Na página da Estradas de Portugal -Traçado da Cril fica demonstrado que as Portas de Benfica começaram já a sofrer alterações importantes mantendo-se , no entanto, os dois edíficios no centro da rotunda que esta projectada para a zona. Dois edifícios com vidas e histórias por dentro que vão continuar no activo apesar das transformações previstas.


Ilha da Culatra - Posto da Guarda Fiscal de Hangares: Abandonado



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São Pedro da Torre - Incêndio em quartel abandonado da Guarda Fiscal





Incêndio no imóvel da ex-Guarda Fiscal
Valença, Quinta, 18 de Junho de 2009
No dia quatro do corrente mês de Junho, manifestou-se um incêndio no imóvel da Ex- Guarda Fiscal, edifício há vários anos adquirido em haste pública, pela importância 7.380.000$00, através da Câmara Municipal ao Ministério das Finanças, que por sua vez a cedeu à Junta de Freguesia de então.
Tal imóvel foi motivo de cessão, através da Portaria nº.799/98 , publicada na II série, nº. 189 do Diário da República de 18/8/1998, cujo diploma legal, limitava aquele imóvel de interesse público, destinado a um centro jovem, que permitiria ocupar os tempos livres de crianças e adolescente da região.
Na referida Portaria diz taxativamente que, esta cessão ficava sujeita ao preceituado no artigo 2º. Do Dec.Lei nº.97/70 de 13 de Março, ou seja, se no prazo máximo de DOIS ANOS o prédio não fosse sujeito a uma intervenção para o efeito concedido, voltando à posse do Estado, sem quaisquer indemnizações.
Na altura os membros independentes na Assembleia de Freguesia, votaram contra essa compra, por considerarem que naquela altura para a recuperação daquele imóvel, eram necessários mais de VINTE MIL CONTOS. Para além disso, a localização daquele edifício destinado pela Portaria, 799/98, não tinha o mínimo de viabilidade para aquilo que nela era apontado e o conteúdo do diploma, só revelava desconhecimento total da sua localização e potencialidades.
Quem pagou o imóvel foi todo o povo de São Pedro da Torre, através das receitas próprias da Freguesia, (Comissão de Baldios) (Dinheiro Esbanjado), quando havia obras muito mais prioritárias na Freguesia.
Contudo, mesmo aqueles que votaram contra, aceitaram o resultado da votação.
Agora pergunta-se: Porque não foram cumpridas as formalidades, constantes da referida Portaria?
Será que o imóvel foi motivo de fogo posto? Aquele incêndio que apenas deixou as paredes em pé, deixa-nos algumas interrogações.
Onde andavam o que se intitula Comandante daquela Zona? E o Cabo de Mar? Se calhar ainda estariam a dormir! No Sinistro compareceram os B.V. de Valença que já nada poderam fazer, segundo fonte de informações que nos foram indicadas.
O Editor/Colaborador


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