Atuava em zonas redundantes ou mortas não abrangidas pelos equipamentos dos postos LAOS fixos. Dizem os entendidos que davam "baile" ao novo sistema Móvel SIVICC que usa um camião pesadíssimo, mal equilibrado em peso e que, portanto, não consegue aproximar-se das ravinas da Costa nem andar por caminhos "de cabras", como faziam estas IVECO, pois há o risco de tombarem, atascarem, baterem nos ramos das árvores, etc.
Estas carrinhas da GF não tinham esse problema, pois a câmara era montada fora da carrinha num tripé, mesmo junto à costa, podendo a viatura ficar algumas dezenas de metros atrás. Com o sistema atual não é possível pois os meios estão fixos ao pesado camião. Alguém que trabalhava com o camião do SIVICC, dizia que aquilo era "muita parra e pouca uva". Se é ou não, não sabemos....
Julgamos que havia meia dúzia destas carrinhas, distribuídas pelos 4 batalhões. Quem pode dizer algo mais sobre este equipamento?
O aparelho no interior da carrinha, do lado esquerdo, designava-se SACU, e servia para transmitir a localização dos alvos observados pelas câmaras Yuval, para o CCC. Centro de Comando e Controlo. Estas câmaras funcionavam por infravermelhos, visão noturna e térmica, e podiam visualizar alvos com nitidez, mesmo em noite escura, a uma distância de 6 milhas marítimas, cerca de 11 quilómetros. O LAOS era, então, o sistema de vigilância costeira mais moderno da Europa, usando tecnologia Israelita.


