segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Lançamento da obra Histórias do Contrabando... e não só!


Tenho o enorme prazer de vos participar que, no próximo dia 17 de Dezembro, será feita a presentação do meu modesto trabalho, com o título: "Histórias do Contrabando ... e não só!".




É um pequeno livro em que conto algumas histórias - as que se podem contar !!!! -, refiro alguma legislação aduaneira do passado e apresento documentos em que o ponto central é a Guarda Fiscal, Corporação a que me honro ter pertencido.



Esse acontecimento, será valorizado pela presença do meu Amigo, Excelentíssimo Senhor Major General Engenheiro Dario Fernandes de Morais Carreira, filho de Guarda Fiscal, que fará a sua apresentação.



Fica aqui a notícia... e o convite, para os que me quizerem honrar com a sua presença, naquele dia, pelas 18H00, na Biblioteca Municipal de Chaves.





Saudades.   Fernando Pizarro Bravo

https://sites.google.com/site/picachouricosguardafiscal/home

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

19º Convívio Nacional dos Militares da Guarda Fiscal






10 horas. 22 de Setembro. As pedras duma calçada portuguesa, frente ao Município da Batalha, apelidada na História de " Vila heróica " começava a ser pisada pelas quatro centenas de Militares da Guarda Fiscal e seus familiares e amigos.Deu gosto ver aquele estreitar de abraços, aquele " olha quem ali está ",aquela alegria contagiante de mais uns momentos para o futuro. Por outro lado foi com pesar que vi mais bengalas, fruto da idade e das mazelas que nos vão extinguindo dia a dia.

Recebidos no Salão Nobre da Câmara Municipal, completamente cheio, apresentámos cumprimentos e relatámos o já vasto historial dos nossos Convívios. Numa troca de lembranças o João Nóbrega, militar vindo da Madeira e assíduo constante leu a dedicatória alusiva ao acto inscrita no prato de porcelana, oferta que marcará no sempre a nossa passagem por aquele Município. De salientar que além de outras ofertas a Autarquia quis distinguir-nos com o seu Mesalhão de Honra. A Elvira Infante, filha e esposa de um Guarda Fiscal, faceta dupla e única de entre todos os convivas fez entrega ao Presidente da fita comemorativa colocada depois no Estandarte

Já dentro da Igreja de Santa Maria da Vitória ,no Mosteiro, foi celebrada uma Eucaristia sufragando todos aqueles que deram o último tombo na vida e, pela primeira vez,todos de pé, quisemos dar-lhes o carinho duma calorosa salva de palmas. Foi lido depois um poema subordinado ao tema : " os grandes desejos da vida " que terminava "... quero que todos enriqueçam as suas mentes de molde a ver e sentir que vale a pena viver numa doação total de amizade e entrega de sentimentos àqueles que tantas vezes na sombra do anonimato escondem sem esperança as suas lágrimas,a sua dor, a sua miséria, numa palavra - a sua vontade de ver raiar a luz da esperança. Que Deus salve os que não querem o amanhã. " Brindámos também com um prato gravado o Revº Pároco da Vila.

Em cortejo automóvel seguimos até à Quinta na Aldeia de Santo Antão onde pudemos degustar uma ementa bem elaborada. Um pèzinho de dança e finalmente os Parabéns com o partir do Bolo de Aniversário.

E foi a debandada, o adeus até ao dia 21 de Setembro de 2013 na linda Cidade dos moliceiros - Aveiro.


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terça-feira, 4 de setembro de 2012

19º Convívio Nacional dos Guarda Fiscais - Batalha






Vai realizar-se a 22 de Setembro, na Batalha, o 19º Convívio Nacional dos Guarda Fiscais. Para consultar o programa e demais informações clique no endereço abaixo.



 Programa do 19º Convívio Nacional dos Guarda Fiscais

sábado, 2 de junho de 2012

Posto Fiscal de Vila Chã - Vila do Conde

Mais um posto abandonado da nossa Guarda Fiscal que descobrimos  através da Internet. O autor da fotografia, Parrusco, indicava, em Outubro de 2009, que já só restavam as paredes e que iria ser recuperado pela autarquia local para servir de Museu.
Será que alguém conhece este posto ou lá fez serviço?
Será que o projecto foi adiante e já é um museu?

Custódio Duarte

Imagem em: http://www.panoramio.com/photo/27751310?tag=Monuments - Monumento

sexta-feira, 16 de março de 2012

Exposição " Na Rota do Contrabando" no Alandroal

Organizada pela Câmara Municipal do Alandroal, está patente ao público, até 31 de Março, nas excelentes instalações do Fórum Cultural Fronteiriço, a exposição "Na Rota do Contrabando".

Segundo informação que nos foi dada, para além da figura do contrabandista e de alguns exemplares de artigos que eram contrabandeados, não foram esquecidos os que, dos dois lados da fronteira, tentavam impedir o contrabando: guarda fiscais e carabineiros.

A não perder!


terça-feira, 13 de março de 2012

"A Guarda Esquecida" - artigo sobre a GF na revista ITINERANTE


" A Guarda Esquecida" é o título do artigo sobre a nossa briosa Guarda Fiscal que tivemos o prazer de escrever para a Revista Itinerante, publicação dedicada ao pedestrianismo, que no seu sexto número ( nas bancas) aborda o tema do contrabando. Ora, onde havia contrabando estava por perto (dantes) a Guarda Fiscal. Daí o convite honroso que nos foi endereçado por esta revista para escrevermos sobre a nossa centenária instituição.


Muito do que escrevemos são relatos que nos foram chegando das vivências dos nossos colaboradores, com pequenas modificações de forma a uma escrita mais escorreita do artigo. Incluímos, ainda, uma "caixa" sobre o tenente Seixas, comandante da secção fiscal de Safara, que durante a Guerra Civil de Espanha salvou centenas de espanhóis das baionetas dos "nacionalistas" liderados por Franco.


Poderão ler o artigo com facilidade no nosso site ( https://sites.google.com/site/picachouricosguardafiscal/trabalhos-de-investigacao-sobre-a-gf/a-guarda-esquecida ), mas aconselhamos vivamente que comprem e leiam na integra esta excelente revista. Podem dar uma vista de olhos na Itinerante em http://www.itinerante.pt/ Para adquirir a revista ( caso não a encontrem nas bancas) ou outras informações enviem e-mail para: info@itinerante.pt

Custódio Duarte






















domingo, 12 de fevereiro de 2012

Edifício da GF abandondo em V. Real de S. António



Edifício de indiscutível valor arquitectónico, sede da antiga alfândega de V. Real de S. António, foi quartel da Guarda Fiscal que o bem preservou até à sua extinção, em 1993. Actualmente encontra-se abandonado havendo intenção de o remodelar e lá instalar a Assembleia Municipal.

Que o projecto se concretize e que na recuperação haja lugar para evocar a origem e antigas funções do edifício são os nossos votos.


sábado, 24 de dezembro de 2011

Posto Fiscal de Salvador - Penamacor


Efectivo do posto da GF de Salvador (Penamacor) em dia festivo (presume-se anos30/40 do séc.XX).


Mais uma fotografia que testemunha o espírito de camaradagem e a sã convivência que existia nos postos da grande família que era a GF.


Identifica-se o segundo elemento (da esquerda para direita) da fila da frente, como o cabo Zeferino Lopes, então comandante do posto. Foto cedida pelo seu afilhado Zeferino dos Santos Afonso.
in:http://salvadorbarquinhadoiro.blogspot.com/2011/06/guarda-fiscal-de-salvador.html

BOAS FESTAS

São Mateus, padroeiro da GF, quadro oferecido pela Guarda de Finanza à congénere portuguesa





A EQUIPA RESPONSÁVEL PELA GESTÃO do PICACHOURIÇOS -GUARDA FISCAL DESEJA A TODOS OS SEUS LEITORES
COLABORADORES E AMIGOS
UM FELIZ NATAL .

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

18º Convívio Nacional dos Militares da Guarda Fiscal





Foi no passado dia 17 que uma vez mais uma avalanche ( 450 ) de Militares da Guarda Fiscal, familiares e amigos, vindos do Minho ao Algarve, quisemos todos dar as mãos e num gesto de verdadeira amizade , mostrar às novas gerações que continuamos bem vivos e sempre gratos ao Corpo Militar que devotadamente servimos, recordando-o ano a ano.
Cumprindo o Programa, fomos recebidos pelo Presidente da Câmara do Gavião - um Alentejo diferente -. Trocámos palavras, lembranças e foi imposta no estandarte mais uma fita comemorativa do Convívio.
Com a Igreja repleta assistimos à Missa de sufrágio pelos colegas que já nos deixaram. Foi lida uma mensagem de amizade e esperança subordinada ao tema: a melhor idade – terminando com o segredo da longevidade: “ se queres viver muitos, muitos anos, basta fazer uma coisa: não morrer. “
A organização fez oferta de quatro pratos de porcelana, gravados com mensagens alusivas à efeméride e ainda outras lembranças a todos os convivas. Assim tem sido todos os anos.
As fotos da praxe para a posteridade e a debandada para a Quinta em cortejo automóvel, onde fomos presenteados com uma ementa tipicamente alentejana que a todos agradou. Um pézinho de dança, bolo partilhado com champanhe, o canto dos parabéns e o começo das despedidas com os velhos abraços e com o agrado de um dia diferente, um dia de amizade, um dia a recordar e a vontade de voltarmos no dia 22 de Setembro, em Fátima, aos pés da Virgem.


Luís Infante

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Símbolos da Guarda Fiscal

O camarada José Euzébio, em tempos, enviou-nos algumas fotos com "preciosidades" do nosso fardamento, já raras de encontrar.




Podemos também ver a medalha comemorativa do centenário da Guarda Fiscal.




O nosso obrigado ao camarada José Euzébio por ter preservado estes artigos simbólicos.


1- As "velhas estrelas ( ou rosa-dos-ventos) que usávamos nas golas dos dolmans e das camisas.

2 - O primeiro crachá da Guarda Fiscal, usado em todo o dispositivo.




3. o segundo crachá da GF, substitui o anterior, e é também usado em todo o dispositivo.







4 - Para além dos dois crachás anteriores, podemos observar o crachá usada no antigo Bat. 2 - Évora. Consta, ainda a fivela do cinto com as estilizadas letras"GF", o alfinete de gravata e as estrelas para as golas das camisas e dolmans
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5 - Medalha do centenário com o brasão de armas da GF











6 - Medalha do Centenário - podemos observar o padroeiro da GF, São Mateus, que foi cobrador de impostos; um guarda fiscal com o primeiro fardamento da instituição, ainda no século XIX, junto de um militar com o uniforme n.2, usado em 1985, armado de G3; um guarda das patrulhas móveis junto ao seu motociclo; um marco de pedra identificador da raia terrestre, uma lancha do serviço marítimo ( provavelmente a conhecida "centenário") um land rover de vigilância costeira equipado com um radar no tejadilho ( "baptizado" de "panela"), e um avião, talvez simbolizando o então serviço de controlo de passageiros da GF ou as operações de controlo de contrabando no mar onde, em cooperação, eram usadas aeronaves ; e, por fim, podemos ver o estandarte da GF.















































segunda-feira, 4 de julho de 2011

Guardas Fiscais no Algarve - anos 50/60


O nosso colaborador Antero Neto Lopes enviou-nos esta bela fotografia de dois guarda fiscais numa praia do Algarve, tirada nos anos 50/60 do século XX. O guarda da direita é o falecido pai deste nosso amigo, o cabo Antero Lopes.

Agradecemos o envio de mais esta colaboração. É com o contributo de todos que vamos, em conjunto, construindo, nestas nossas páginas electrónicas, parte da história da Guarda Fiscal.





Obrigado,
Custódio Duarte.

sábado, 25 de junho de 2011

Posto da Guarda Fiscal da Assenta - Abandonado

O Posto Fiscal da Assenta (Secção da Ericeira) tem uma vista magnífica de mar e encontra-se a escassos metros do porto de pesca e praia da assenta.




Estas fotos foram-nos enviadas, há já bastante tempo, por uma jovem, residente na Assenta, estudante de um curso superior de turismo e que procurava aproveitar as instalações para um posto de turismo e de interpretação do porto de pesca. Não deve ter conseguido os seus intentos, pois segundo informação recente o posto continua ao abandono e a até a pedra com a identificação da GF ( a célebre rosa-dos-ventos) já foi retirada/"desviada" da parede.




A nossa pergunta é sempre igual: não tinham obrigação os SS da GNR de ter cuidado deste posto ( com a nova autoestrada fica a cerca de 30 minutos de Lisboa) e fazer dele uma bela casa de veraneio/repouso?



























































quarta-feira, 22 de junho de 2011

Posto da Guarda Fiscal de Monte Gordo - Abandonado





O camarada Emílio Moitas enviou-nos estas fotos do Posto da GF de Monto Gordo. São datadas de 2010 estando o posto ao abandono. Como se pode ver numa das fotos, até já tentaram retirar/furtar a pedra com as insígnias da GF e identificação do posto.






Será que numa zona balnear de excelência, e com os milhões de contos que os Serviços Sociais da GNR ficaram provenientes dos SS da GF, este posto não deveria estar devidamente cuidado e equipado para servir de casa de repouso/veraneio aos sócios dos SS e familiares?



terça-feira, 7 de junho de 2011

Guardas Fiscais com Busto da República - 1927







Mais uma excelente foto do espólio do Tenente Seixas (sentado ao lado do busto da República, lado esquerdo) enviada pelo seu neto Eliseu Seixas Aguiar.

O grupo de guarda fiscais pousa junto ao convento de Freixo de Espada à Cinta, no dia 31 Janeiro de 1927. Tratou-se, evidentemente, da comemoração da Revolta Republicana do Porto que se deu a 31 de Janeiro de 1891.

Como sabemos, pelo menos uma companhias da Guarda Fiscal do Porto lutou ao lado dos revoltosos republicanos. A revolta fracassou devido à acção da Guarda Municipal do Porto ( antecessora directa da Guarda Nacional Republicana). Os ventos da História.

"(...)O capitão Leitão, que acompanhava os revoltosos e esperava convencer a guarda a juntar-se-lhes, viu-se ultrapassado pelos acontecimentos. Em resposta a dois tiros que se crê terem partido da multidão, a Guarda solta uma cerrada descarga de fuzilaria vitimando indistintamente militares revoltosos e simpatizantes civis. A multidão civil entrou em debandada, e com ela alguns soldados.

Os mais bravos tentaram ainda resistir. Cerca de trezentos barricaram-se na Câmara Municipal, mas por fim, a Guarda, ajudada por artilharia da serra do Pilar, por Cavalaria e pelo Regimento de Infantaria 18, força-os à rendição, às dez da manhã. Terão sido mortos 12 revoltosos e feridos 40. (...)A reacção oficial seria como de esperar, implacável, tendo os revoltosos sido julgados por Conselhos de Guerra, a bordo de navios, ao largo de Leixões: o paquete Moçambique, o transporte Índia e a corveta Bartolomeu Dias . Para além de civis, foram julgados 505 militares. Seriam condenados a penas entre 18 meses e 15 anos de degredo em África cerca de duzentas e cinquenta pessoas (...)" in

http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolta_de_31_de_janeiro_de_1891

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Histórias da Vida Fiscal - Uma "Romaria"...


Vou lembrar mais uma das minhas vivências na Secção da Zebreira que
comandei de 1969/72.
O contrabando por aquelas bandas era muito pobrezinho -
travessas, pratos e copos de pyrex, chocolates, bebidas, roupas, c aramelos
,café - mas a Missão dos que vigiavam aquelas terras inóspitas era
precisamente evitar a entrada no País desses artigos por lugares não
habilitados ou seja " a salto " nas costas do GF.
Era imperioso "mostrar serviço" face aos constantes lembretes dos
Comandos Superiores e até havia uma espécie de desafio e avidez de ver
muitas vezes o número e valor das apreensões mencionadas na Ordem do
Batalhão.
Assim lá íamos fazendo pela vida e dando nas vistas. Era sempre uma
festa quando aparecia qualquer carregamento porque estava ali o fruto
do trabalho árduo dos nossos homens.
Os artigos apreendidos eram então levados para a Secção, devidamente
relacionados dando-se posteriormente conhecimento á Alfândega para que
esta procedesse à autorização de venda em hasta pública ( leilão ).
Quando avultadas a Alfândega chamava a si tal tarefa.
Vinha depois a feitura do edital colocado em lugares estratégicos
indicando o dia e hora, normalmente uma vez por mês e sempre Domingos
à tarde para maior participação dos interessados.
Recordo com saudade aquela " romaria " de pessoas da terra e de muitas
localidades vizinhas que marcavam presença no intuito de levarem mais
em conta alguma coisa para casa.
Chegámos a demorar tardes inteiras para terminar os leilões porquanto,
a pedido dos presentes - e eu dava o jeito - os mesmos eram feitos em
lotes pequenos e deste modo mais acessíveis à bolsa de cada um.
Curioso era sabermos que muitos dos que estavam presentes eram os
donos dos artigos apreendidos, daí quererem recuperar o perdido. De
salientar também que este contrabando era normalmente " com arguido
desconhecido " por não haver lugar a detenção. Os contrabandistas
tinham por hábito abandonar a mercadoria ao pressentirem a presença
dos Guardas.
Aqui fica mais um desfiar de recordações , parte integrante dum
palmarés que jamais poderemos esquecer

Luis Infante




Por casualidade, encontrámos o DL de 1923 que cria a Secção de Zebreira do Bat. 2 da GF, substituindo a Secção de Segura. A mudança deu-se, fundamentalmente, por não existirem em Segura as comunicações telegráficas necessárias ao bom funcionamento do serviço da GF.







Vide link abaixo:
http://www.dre.pt/pdf1s%5C1923%5C02%5C03900%5C02390239.pdf








sábado, 21 de maio de 2011

Histórias da Vida Fiscal - A velha técnica do "picachouriços"


Hoje ao visitar o site dos picachouriços dei comigo a relembrar de um acontecimento que se passou comigo em que a técnica do picachouriços foi aplicada, assim vou partilhá-lo com vocês:



Decorria o ano de 1988, no mês de Junho/Julho, e encontrava-me a estagiar no Destacamento Fiscal da Figueira da Foz. Dias antes de minha ida para o estágio, tinha dado à costa uns fardos de haxixe, os quais foram encontrados por um pescador que deu conhecimento à Polícia Marítima que os apreendeu.


Com a chegada dos estagiários, o efectivo aumentou podendo o Comandante do Destacamento lançar um maior número de patrulhas na respectiva ZA. Fui incorporado numa equipa e parti a efectuar patrulhamentos com maior incidência na praia onde tinha dado à costa o haxixe. Passados alguns dias, encontrámos junto à rebentação das ondas espalhadas na areia umas tabletes de haxixe, que foram recolhidas pesando cerca de 1,600 kg. Passámos juntamente com outras equipas a efectuar a rendição no local, porque durante as noites havia movimentos estranhos na referida praia e na área circundante, o que nos levou a desconfiar e a intensificar o patrulhamento.




Dado que suspeitávamos que a droga devia estar escondida na areia, sugerimos ao Comandante do Destacamento para que fossem feitos uns ferros pontiagudos de forma a que pudéssemos picar a areia. O Comandante acedeu à nossa ideia e uma madrugada fizenhos uma linha e cada um munido de um ferro picámos a areia tendo dado resultados positivos. Enterrados na areia foram encontrados vários fardos de haxixe que pesaram um total de 1200 Kg. Isto aconteceu numa praia próximo da lixeira de Mira.
Resultado da história: a técnica do picachouriços resultou.


Um abraço,



José Vilarinho

terça-feira, 10 de maio de 2011

Os guarda fiscais de Ernestina, de J.Rentes de Carvalho


O nosso amigo Antero Neto, em tempos, aconselhou-nos a leitura de Ernestina, de J. Rentes de Carvalho (escritor português que reside na Holanda), pois duas das personagens da obra tinham sido guarda fiscais: José Maria Carvalho, avô do escritor, e António Afonso de Carvalho, o seu pai.



Ernestina, quanto a nós obra de qualidade, onde talvez mais do que com as próprias personagens dos dois guardas fiscais, nos identifiquemos com a saudade das memórias das nossas aldeias de origem - que muitos de nós abandonámos "para sempre" ao ingressarmos na Guarda Fiscal.



O Sr. J. Rentes de Carvalho teve a amabilidade, que muito agradecemos, de nos enviar algumas fotos do seu pai e do seu avô que, como dissemos, são retratados em Ernestina (nome da mãe do escritor).



Tomamos a liberdade de transcrever um apontamento de uma outra obra de J. Rentes de Carvalho, Tempo Contado - Diário (Quetzal Editores, 2010), em que, embora referindo-se particularmente ao seu pai, muitos de nós, guarda fiscais, nos revemos.



" Por vezes tenho inveja do meu pai. Por circunstâncias várias a sua vida não foi feliz, mas pelo menos pôde vivê-la de acordo com o carácter que tinha: o seu deus era a lei, a sua missão fazer cumprir a lei e punir os transgressores, o seu gosto maior ver a lei cumprida (...)" (p.258).












José Maria Carvalho, avô de J. Rentes de Carvalho, c. 1930




António Afonso Carvalho, pai de J. Rentes de Carvalho, Posto da Foz do Minho, 22 de Agosto de 1953
António Afonso Carvalho, pai de J. Rentes de Carvalho, Gondarém, Posto da Ilha dos Amores, 1961


António Afonso Carvalho com outro guarda fiscal, Cais das Freiras, Gaia, 2 de fevereiro de 1932.












Outras fotos onde figura António Afonso Carvalho
Verão de 1933



Quartel da Guarda Fiscal, Rua Direita, Gaia, 1930





Posto da Afurada,1933

















quinta-feira, 7 de abril de 2011

Os Refugiados de Barrancos - documentário

Já anteriormente tínhamos informado da realização de um documentário espanhol sobre os refugiados de Barrancos durante a Guerra Civil de Espanha. É uma excelente lição de história sobre um assunto que, em Portugal, teima em ficar esquecido. Se o destaque vai para o Tenente Seixas, da Guarda Fiscal, por ser o comandante operacional das várias forças militares que vigiavam a fronteira devido à Guerra Civil ( o que prova o "estatuto" da GF na raia terrestre, como nos diz Maria dulce Simões, abaixo), e por ter ocultado um segundo campo não autorizado, não podemos também esquecer a acção do tenente Soares da GNR, que fez frente aos partidários de Franco que disparavam contra os refugiados que já se encontravam do lado da fronteira portuguesa. "(...) A fronteira de Barrancos era vigiada desde Agosto de 1936 por militares do Regimento de Infantaria 17 de Beja, sob ao comando do capitão Aristides Coimbra, por forças da Guarda Nacional Republicana sob o comando do tenente Oliveira Soares, por uma Brigada Móvel da (P.V.D.E) dirigida pelo agente Júlio Lourenço Crespo, e por militares da Guarda Fiscal. O responsável pelo comando técnico das operações no terreno era o tenente António Augusto de Seixas, comandante da Guarda Fiscal da Secção de Safara. Esta responsabilidade comprova o poder da Guarda Fiscal na fronteira, apesar de contestado por outras organizações militares destacadas para esta “missão” (Simões, Dulce, Os Refugiados da Guerra Civl de Espanha)-


OS REFUGIADOS DE BARRANCOS (clique para ver o documentário)


Consulte artigos sobre este tema no nosso site



Documental de Producciones Mórrimer. Sinopsis: Septiembre de 1936. Los últimos pueblos republicanos situados junto a Portugal son conquistados por las tropas del general Franco. Al igual que en Badajoz y otras poblaciones, la represión que desatan es brutal. El apoyo del dictador portugués Salazar a los golpistas no hace aconsejable huir hacia Portugal, pero para muchos es su única salida. De esta manera, cientos de personas deciden cruzar la frontera perseguidos de cerca por los sublevados. El procedimiento habitual de las autoridades portuguesas es entregarlos a sus aliados franquistas, que proceden a fusilarlos sin tardanza. Sin embargo, gracias a la humanitaria intervención del teniente portugués António Augusto de Seixas, se crean dos campos de refugiados junto a la localidad de Barrancos para alojar y proteger a este grupo de españoles.