sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Os Primórdios do Serviço Marítimo da GF

Uma Lancha a Remos e a Canhoeira Lagos, esta pertenceu à Esquadrilha Fiscal da Costa criada pela Guarda Fiscal logo após a sua fundação, em 1885 ( Capa de Pela lei e Pela Grei, nº 4 - 2004, GNR.



A vocação marítima da Brigada Fiscal data de mais de um Século quando Sua Majestade El-Rei D. Luís, no dia 17 de Setembro desse longínquo ano de 1885, promulgou o Decreto n.º 4 que criava um corpo especial da força pública denominada de Guarda Fiscal que, um ano mais tarde, já contava com 4.179 homens para o Serviço Terrestre e 618 militares para o seu SERVIÇO MARÍTIMO1.
Desde 1886, com a Esquadrilha de Fiscalização da Costa composta por 5 canhoneiras, (a Tavira, a Açor, a Faro, a Tejo e a Lagos), até às recentes e sofisticadas LVI (Lancha de Vigilância e Intercepção) da Classe Ribamar, vários tipos e modelos de embarcações sulcaram as águas (e algumas ainda o fazem) ao serviço Guarda Fiscal.
Podem-se destacar, entre outras, uma embarcação propulsionada a remos de 1938 (a Ronda); uma Lancha de 1967, construída em madeira e com um motor de 120 hp (a Amareleja); uma Lancha de 1980, construída em fibra de vidro (a Rio Leça); nove Lanchas da Classe Riamar 700 de 1980 (a Santarém, a Montalvão, a Guarda, a Fontainhas, a Rio Douro, a Bom Sucesso, a Salréu, a Temível e a Dão) e a Classe Centenário, assim chamada por
ter sido entregue à Guarda Fiscal aquando do seu centenário em 1985 (a Centenário, a Nortenha e a Flecha Azul).

Major Taciano Correia

Artigo completo em:
http://www.gnr.pt/portal/internet/gabinete_imprensa/revista_gnr/edicoes/2004/n4/temaDeCapa/TemadeCapa.asp

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Cabo da GF António Soares - nascido em 1894 - CMDT do Posto de Barqueiros

CABO ANTÓNIO SOARES
Fotógrafo: Augusto Baptista
António Soares






Nasceu a 9 de Julho de 1894, em Barcos, Tabuaço.
Cabo da Guarda Fiscal e comandante do posto de Barqueiros, Régua.
Viúvo, dez filhos – seis sobrevivos –, seis netos e seis bisnetos.
Vive com três filhas viúvas em Mesão Frio.











In:
20rostos2000anos.canalblog.com/.../05/index.html

Postos da GF da Praia do Palheirão e da Tocha

Na praia do Palheirão verifica-se a abertura de um Bar na antiga casa da Guarda Fiscal








Ao contrário, o antigo posto da Guarda Fiscal da Praia da Tocha está encerrado há anos e parece não atender as sugestões dos que propõem a abertura com outras valências. Este edifício forrado em lusalite é património de relevância distrital, obra da autoria do arquitecto Carlos Ramos, o mesmo dos edifícios primitivos do Hospital-Colónia Rovisco Pais.

In:setepartidas.blogs.sapo.pt/23313.html

Posto da GF de Leça da Palmeira foi demolido


Casa da Guarda Fiscal, em Leça da Palmeira, demolida
29-09-2009
A Casa da Guarda Fiscal, localizada junto à Marginal de Leça da Palmeira, foi hoje, dia 29 de Setembro, pelas 11h00, demolida, numa acção da autarquia que dá cumprimento ao Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC).

O Presidente da Câmara, Dr. Guilherme Pinto, esteve presente nesta iniciativa, assim como outros membros do executivo municipal, nomeadamente, o Vereador da Cultura, Juventude e Voluntariado, Fernando Rocha e a Vereadora do Ambiente e Protecção Civil, Dra. Joana Felicio.

Foi mais uma acção da autarquia em cumprimento do POOC que, no Plano da Praia da Boa Nova/Azul, previa a demolição da Casa da Guarda Fiscal, dado esta localizar-se numa área de protecção costeira.

Antes da demolição, pelas 10h30, junto ao Bar Azul, também na Marginal de Leça, o Presidente da Câmara apresentou o Relatório desenvolvido da época balnear, e mostrou os quadros comparativos da qualidade da água balnear, desde 1997, bem como as ocorrências

in: www.cm-matosinhos.pt/PageGen.aspx?WMCM_Pagina...

Posto da GF de Paços - Melgaço à venda


Antigo posto da Guarda Fiscal desactivado. Arquitectura Estado Novo. Junto ao rio Minho. — Paços

"Curioso" e degradante este anúncio que o Picachouriços - GF encontrou na NET

Localização: Paços, Viana do Castelo, Portugal
Data de publicação: Setembro 16,2009.

Vendo antigo posto da Guarda Fiscal com 112m2 de área coberta, dentro de um terreno com 400m2. O edifício é um excelente exemplar de arquitectura do Estado Novo, o qual inclui o Escudo da Guarda Fiscal em granito e mastro da bandeira. Ideal para fim de semana, para amantes da natureza, para praticantes de desportos radicais de rio ou montanha, ou, simplesmente, para quem quer sossego e ar puro

Posto da Praia da Ingrina - guarda fiscais em momento de lazer


Posto da Guarda Fiscal na Praia da Ingrina


A Guarda Fiscal (GF) foi um corpo especial de tropas de Portugal, responsável pelo controlo fronteiriço e marítimo de pessoas e bens, pela prevenção de actos ilícitos e pela repressão de infracções e fraudes, sobretudo no âmbito fiscal e aduaneiro.

Na foto um grupo de Guardas Fiscais num momento de lazer, na praia da Ingrina , em Vila do Bispo, nos anos 70.

Apenas como curiosidade: o topónimo INGRINA é uma deturpação de ANGRINHA , isto é uma ANGRA ("pequena") ou seja uma pequena Baía.
Uma referência óbvia à reentrância da costa que dá forma à Praia.

in:viladobispo-fotosantigas.blogspot.com/2009_09...


A todos os Picachouriços, e em especial ao srº.J.M.Costa, esta foto é simplesmente a recordação do dia 14FEV85,no CIGF quando o Picachouriços J.M.Costa recebeu o 1º.prémio referente ao 1º.classificado no curso de Formação para Sargento Ajudante. J.M.Costa,ontem tomei a liberdade de lhe enviar para o seu Mail esta foto, mas não obtive qualquer resposta da sua parte, se quizer mais algumas informações de todo este passado,é só pedir.um abraço JR.

sábado, 3 de outubro de 2009

Documentário espanhol "Os Refugiados de Barrancos" sobre a acção do tenente Augusto Seixas, da Guarda Fiscal



Acabámos de receber o seguinte mail do presidente da « ASOCIACION PARA LA RECUPERACION DE LA MEMORIA HISTORICA DE EXTREMADURA»:
Caros amigos: Os comunicamos que el documental LOS REFUGIADOS DE BARRANCOS, se estrenará en TV, mañana miércoles (quarta feira), a las 22.35 horas (21.35 horas de Lisboa) en CANAL EXTREMADURA TV. También se emitirá on line por internet y por satélite (se puede ver si se tiene parabolica orientada al satélite ASTRA, es un canal de emisión libre, sin codificar).
Lo más comodo para vosotros, será verlo on line.
Con ello se adelanta así al acto institucional en el que se hará entrega de la Medalla de Extremadura, concedida por el Consejo de Gobierno de la JUNTA DE EXTREMADURA (gobierno autónomo de Extremadura) a la localidad de Barrancos y que tendrá lugar en el Teatro Romano de Mérida, la próxima semana (7.09.2009). Con este galardón se valora la labor humanitaria prestada colectivamente por el pueblo de Barrancos.
Como sabeis, “Los refugiados de Barrancos” narra cómo multitud de republicanos de pueblos extremeños fronterizos con Portugal decidieron huir de España ante el avance de las tropas golpistas del general Franco. En dicho documental colaboran la antropóloga Mª DULCE SIMOES, los historiadores FERNANDO ROSAS, FRANCISCO ESPINOSA y JOSÉ MARIA LAMA y lo periodista PAULO BARRIGA, además del neto del teniente Seixas.
Aunque el procedimiento habitual de las autoridades portuguesas era entregar a los exiliados a sus aliados franquistas, gracias a la intervención humanitaria del teniente de la guardia fiscal portugués Antonio Augusto de Seixas, se crearon junto a la localidad de Barrancos dos campos de refugiados para alojar y proteger a los republicanos españoles.
Saludos.José Manuel Corbacho Palacios. AbogadoPresidente de la ASOCIACION PARA LA RECUPERACION DE LA MEMORIA HISTORICA DE EXTREMADURA.
Sinopse: Setembro de 1936. Os últimos redutos republicanos situados junto à fronteira portuguesa são conquistados pelas tropas do General Franco. Tal como aconteceu em Badajoz e noutras povoações, a repressão desatada é brutal. O apoio do regime salazarista aos sublevados não aconselha a fuga a Portugal, mas, para muitos, esta é a única saída. Com efeito, centenas de pessoas decidem passar a fronteira, perseguidas, de perto, pelos militares revolucionários. O procedimento habitual das autoridades portuguesas é entregá-las aos franquistas, que as fuzilam sem demora. Porém, graças à humanitária intervenção do Comandante da Guarda Fiscal de Safara, Tenente António Augusto de Seixas, cria-se um campo de refugiados perto da localidade de Barrancos para alojar e proteger a este grupo de exilados espanhóis.

Tenente Seixas, O "Schindler"da Guarda Fiscal, Salvou Centenas de Vidas de Refugiados da Guerra Civil de Espanha





TENENTE SEIXAS



SALVA CENTENAS DE VIDAS DE REFUGIADOS ESPANHÓIS
no concelho de Barrancos, durante a Guerra de Espanha (1936)

Republicano, democrata, oficial da Guarda Fiscal, industrial, presidente da Câmara de Sines

António Augusto de Seixas Araújo nasceu em 1891, em Montalegre, e faleceu em 1958. Cedo adere às ideias republicanas. Organiza a defesa e combate a incursão monárquica de Sidónio Pais, às ordens do seu amigo general Ribeiro de Carvalho. É ferido no combate de S.Neutel, em Chaves.

Tomou parte no círculo político de Nicolau Mesquita, chefe democrata de Trás-os-Montes.

Faz carreira na Guarda Fiscal, em vários locais do País, do Minho ao Alentejo. Era perito em contencioso aduaneiro. Foi louvado diversas vezes: pela energia, zelo e dedicação na repressão do contrabando, acção material nos postos, impecáveis, com o mínimo de dispêndio para o Estado, e pela actuação moral que desenvolveu junto dos seus subordinados. Em 1935, torna-se cavaleiro da Ordem de Avis.

Nos anos conturbados de 1936 a 1939 da história de Espanha, quando o regime eleito democraticamente é derrubado por militares golpistas, com apoio dos partidos de direita, durante uma sangrenta guerra civil, e à medida que as tropas espanholas revoltosas da chamada Coluna da Morte de Yagüe progrediam de sul para norte ao longo da fronteira portuguesa, as populações das localidades ocupadas procuravam refúgio em Portugal, pondo-se a salvo de sevícias e execuções.

Perseguições de toda a ordem desenrolavam-se na zona fronteiriça. Muitos eram mortos antes de passar a fronteira, outros eram detidos pelas autoridades portugueses e deportados para os seus adversários, devido à colaboração do governo de Salazar com os insurrectos fascistas.

Neste contexto, a acção do Tenente Seixas foi ter evitado, em 1936, o massacre de grupos de refugiados espanhóis pelas mãos dos seus perseguidores, ou destes em conluio com alguns militares portugueses, e de ter organizado, mantido e ocultado um campo de refugiados com centenas de pessoas no lugar da Choça do Sardinheiro, concelho de Barrancos, evitando também que vários elementos constantes de “listas negras”, políticos e intelectuais republicanos espanhóis, fossem encaminhados para Badajoz, onde seriam fuzilados.

O Tenente Seixas da Guarda Fiscal era comandante daquela região de fronteira e as suas decisões de tolerância e humanidade para com os refugiados desagradavam aos comandos militares destacados para a zona e à polícia política PVDE/PIDE.

Mas a situação de um campo de refugiados clandestino só viria a ser descoberta, por discrepância em números, quando das operações de transferência para Tarragona de cerca de 1500 refugiados embarcados no navio Nyassa. Então, o Tenente Seixas, qual Schindler português, foi preso e demitido das suas funções.

Mais tarde, tornou-se industrial em Sines e viria a ser administrador deste concelho.

Apelo a todos os Guarda Fiscais


Venho por este meio convidar toda esta Grande Familia da Ex-Guarda Fiscal a meditarem um pouco para uma possivel concentração e convivio de todos nós. Contactem este Site e assim poderemos ter uma grande oportunidade de juntar esta que foi uma GRANDE FAMÍLIA. Seria muito bom que o Sr.Custódio Duarte nos facilitasse um contacto telefonico, pois sabemos que nem todos possuem este meio de comunicação. Obrigado Srº. Custódio.
José Jorge


Obs.

Já consta na página de apresentação um telefone de contacto.


Anualmente já existe um almoço de confraternização dos GF, que se realiza em data próxima do nosso padroeiro, São Mateus, 21 Setembro.

Olá José Jorge!



Olá José Jorge!Não sei quem você é, mas pelo que me apercebi é de 1963; eu era de 1962, fiz a recruta em Matosinhos (1.º Centro de Alistados).Fiz carreira em soldado nos postos de Beatas e Mociços Secç.Alandroal; Barradas Secç. Arronches. Depois vim para o Bat.1 e estive na Assenta Secç Ericeira; Arrábida e SAPEC, Secç.Setúbal. Como graduado Almagrave e Porto Covo da Secç. Sines; Figueira da Foz. Depois vim para Lisboa, onde passei por Bom Sucesso, Boa Vista, Santos, Fronteiras da Rocha e Alcântara, Fronteiras do Aeroporto de Lisboa, aqui como sargento; 1.ª Comp.ª, SFE na sede do Bat. em Alcântara, Comando da Secç. Emolum. Santa Apolónia, Centro de Instrução GF, e para terminar, tesoureiro do Comando-Geral. Não sei se o Jorge se cruzou comigo em algum destes lugares, mas pelo menos devemos ter estado ao serviço concomitantemente durante muito tempo.Temos muitas coisas de que nos recordamos com muita saudade, pelo menos as dos primeiros tempos em que ainda novos e cheios de aspirações desempenhavamos nossa missão com muito entusiasmo, para além dos lugares por onde passámos, recordando as boas gentes que, felizmente naquelas paragens nos acolheram sempre muito hospitaleiramente.É bom reviver, e presto homenagem aos organizadores dos almoços anuais que, com seu entusiasmo conseguem reunir numa grande confraternização colegas e camaradas que fizeram seus percurssos na nossa saudosa GUARDA FISCAL.Não pude comparecer este ano, mas sei que foi mais um grande êxito. Para o próximo ano já espero poder estar lá também...E é assim caro Jorge, a vida é uma roda que não pára, mas enquanto por cá estivermos, teremos de aproveitar da melhor forma tudo que possamos, e revivendo memórias passadas vividas é uma delas.Saúdo todos que por aqui passam, e convido a que deixem seus testemunhos também.J.M.Costa, SCh. Aposentado, com residência no Feijó. serico115@hotmail.com

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

POSTO GF ABANDONADO E CASA DOS GUARDAS DAS FERRARIAS -MOURÃO





Na realidade é muito triste quando deparamos com antigos postos da G.F,em avançado estado de degradação,quando me é possivel gosto de ir visitar postos onde eu prestei serviço,é uma saudade de quem amou a profissão de Guarda Fiscal e,agora ver antigos Postos aonde fomos felizes a cairem aos pedaços e cada vez mais degradados, seria de toda a justiça obrigar ao Comando Geral da GNR a reconstruir todo este patrimonio e dele fazer casas de veraneo para todos os Guardas Fiscais,pois muitos deles fomos nós que os construimos. Estas fotos são do Posto da G.Fiscal das Ferrarias na Secção de Mourão, com imagens das casas dos Guardas. Para todos os G.Fiscais, um Abraço de saudade desta grande Família.

José Jorge

Guarda Fiscal José Jorge Nº 5898/63



Quero começar por felicitar todas as pessoas que tiveram a brilhante ideia de fazer este trabalho para o não esquecimento da Nossa Inesquecível Guarda Fiscal.Devido ao avançado estado da hora, vou ficar hoje por aqui,mas assim que tiver tempo disponivel darei informações crediveis referente à nossa Ex-G.F. . Eu sou Ex-militar desta briosa ingressei em 21OUT63, no Centro de Instrução em Matosinhos ( Circunvalação).em anexo junto foto para anexar ao blooger. à! eu sou o Jorge e, o meu número era o 5898/63.Um abraço para todos/as

sábado, 8 de agosto de 2009

Soutelinho da Raia - Chaves - Posto da Guarda Fiscal Abandonado



Antigo Quartel da Guarda Fiscal, foi durante muito tempo ponto de controlo de entrada e saída de mercadorias para ambos os lados da fronteira... foi desactivado há vinte anos atrás, aí permanecendo um posto de rádio ainda em actividade. O Estado colococou-o à venda recentemente, não havendo compradores interessados. Seria útil que se recuperásse pois está bastante degradado.
in

Posto da Guarda Fiscal Abandonado em Casal do Vaso - Mogadouro - junto ao rio Douro

Vista do posto da GF






Tínhamos combinado um "raid" fotográfico à barragem. Contudo, o S. Pedro pregou-nos uma partida e resolveu (bem) mandar "chover a cântaros". De modo que acabámos por alterar o programa inicialmente previsto. Primeiro fomos até ao "Embarcadouro", onde pudemos constatar que há muito porco com duas patas. Há por ali lixo que dava para abrir uma central de reciclagem.
Depois de almoço, tentámos ir até à barragem. Mas só conseguimos chegar ao antigo Quartel da Guarda Fiscal, sito no "Casal do Vaso". O Rui Major resolveu levar o jipe mesmo até ao muro do recinto que rodeia o edifício. O problema foi para sair. Pensei que íamos ficar ali presos. O "berceio" não deixava ver nada, e não sabíamos se batíamos numa fraga ou nos espetávamos num buraco. Pode-se dizer que foi uma tarde plena de pura adrenalina. Bem regada por chuvadas intensas (e algumas minis)... Prevaleceu o sangue frio e a perícia do condutor, que nos tirou de lá sem problemas. Mesmo assim, como quem não quer a coisa, eu e o Ti Américo Rentes viemos para o exterior a pretexto de orientar o condutor (ai não...).
Fica para uma próxima oportunidade a descida até à barragem, que vale bem a pena. Todo o percurso é magnífico, e a paisagem reconcilia-nos com a vida. É um trilho fantástico, prenhe de beleza rude, único e marcante.
É uma pena que o Quartel esteja em estado de abandono, e que os proprietários não o recuperem. Ainda gostava de o ver como noutros tempos, descritos pelo Ti Evangelino e pelo Ti Rentes, que ali passaram muitos dias de serviço, na extinta Guarda Fiscal, e que quiseram lá ir para matar saudades.
Publicada por Antero Neto em 7.6.09 0 comentários Hiperligações para esta mensagem
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Antigos postos da Atalaia, Salema, Consolação e Burgau, dão nome a Lanchas de Vigilância e Intercepção











Lanchas de Vigilância e de Intercepção (LVI)

Características Principais
Comprimento 16,4 metrosBoca 4,23 metrosCalado ...................0,86 metrosMotorização ..............2 motores MTU 12V 183 TE93Potência .................2 X 1150HPPropulsão ................2 Hidrojactos de água Hamilton mod. 391Velocidade de cruzeiro ...25 nósDeslocamento leve 15,2 ...TonTripulação ...............6 homens

Todas possuem protecção balística e uma embarcação auxiliar para abordagens.
As Lanchas de Vigilância e de Intercepção (LVI) são de uma série de 12, pertencentes à Classe Ribamar, atribuídas ao Serviço Marítimo da Brigada Fiscal da Guarda Nacional Republicana.

O Governo, atento às necessidades em incrementar a protecção e fiscalização da fronteira marítima portuguesa e da União Europeia, decidiu, através do lançamento do Concurso Público Internacional N.º 4/INT/97, de 2 de Setembro, dotar esta força de segurança de meios mais modernos e capazes de atingir este objectivo.
A Revista n.º 3 de 2001 noticiou, a propósito do 8.º aniversário da Brigada Fiscal, a Cerimónia do Baptismo, com referência às suas ilustres madrinhas, das 4 lanchas acima mencionadas.
O porquê da razão de ser da escolha destes nomes?
De facto com esta iniciativa a Brigada Fiscal pretende perpetuar a memória dos Postos da Guarda Fiscal que, através da acção diária e contínua dos seus efectivos, contribuíram de forma significativa para a manutenção da segurança pública e para a defesa dos superiores interesses da Fazenda Nacional. Seleccionaram-se alguns dos seus nomes para esta Classe de Lanchas.

O Posto Fiscal de ATALAIA
Foi criado por Decreto de 3 de Dezembro de 1891 do Ministério dos Negócios da Fazenda com a missão especial de cobrar imposto de pescado, ficando a depender organicamente da Secção de Peniche da 3ª Companhia do Batalhão n.º 1 da Guarda Fiscal, situação que manteve até à sua extinção.
O prédio foi cedido a título de empréstimo pela Direcção Geral da Fazenda Pública, nos termos do Art.º 6º e seguintes do Dec.-Lei 24498, de 13 de Setembro de 1934, sendo entregue oficialmente à Guarda Fiscal em 14 de Julho de 1960.
Situado no lugar da Atalaia, freguesia e concelho da Lourinhã, distrito de Lisboa, a cerca de 300 metros do mar, este local dominava uma extensa faixa de litoral, de aproximadamente 7 Km, entre a Foz da Areia Branca (confinando com a área do Posto de Paimogo) e a Lage Fria ( confinando com a área do Posto de Porto Dinheiro), limites norte e sul da respectiva zona de acção, permitindo cumprir a missão de vigilância com um efectivo mínimo de um 2º cabo e três soldados.
Foi desguarnecido em 9 de Junho de 1975, passando o edifício a servir de casa de veraneio dos Serviços Sociais da Guarda, estando a cargo da Brigada Territorial n.º 2 a gestão, controlo e conservação das instalações.
O último comandante de Posto foi o soldado n.º 1112/667173 - Salvador Pires Gomes.

O Posto Fiscal da CONSOLAÇÃO
Foi criado por Decreto de 3 de Dezembro de 1891 do Ministério dos Negócios da Fazenda com a missão especial de cobrar imposto de pescado, ficando a depender organicamente da Secção de Peniche da 3ª Companhia do Batalhão n.º 1 da Guarda Fiscal, situação que manteve até à sua extinção.
Segundo dados de 1961, o prédio foi adquirido, por compra directa, em 10 de Outubro de 1928, sendo dado ao Património em 1944, com o número 11, matriz 1007, inscrito no livro m/26.
Situado no lugar da Consolação, junto ao seu forte, freguesia da Autoguia da Baleia, concelho de Peniche, distrito de Leiria, a poucos metros do mar, este local dominava uma extensa faixa de litoral, de aproximadamente 8 Km, entre a praia da Lagoa (confinando com a área do Posto de Peniche) e a Ermida de Santo António (confinando com a área do Posto de Paimogo), limites norte e sul da respectiva zona de acção, a nascente abrangia uma área de 10 Km para o interior, permitindo cumprir a missão de vigilância com um efectivo mínimo de um 2º cabo e dois soldados.
Foi desguarnecido em 9 de Junho de 1975, passando o edifício a servir de casa de veraneio dos Serviços Sociais da Guarda.
O último comandante de Posto foi o cabo n.º 875/73 - António Tomaz.

O Posto Fiscal do BURGAU
Foi criado em 22 de Novembro de 1949, com a missão especial de cobrar imposto de pescado, ficando a depender organicamente da Secção Fiscal de Lagos, da 4ª Companhia do Batalhão n.º 2 da Guarda Fiscal, situação que manteve até à sua extinção.
O prédio foi cedido pela Direcção Geral da Fazenda Pública ao Comando Geral da Guarda Fiscal pelo Auto de Cessão, da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, do Ministério das Obras Públicas, naquela data.
Situado num pequeno forte, no lugar de Burgau, freguesia do mesmo nome, concelho de Vila do Bispo, distrito de Faro. Era sobranceiro a uma curta praia, com algumas características de abrigo natural, por se encontrar entre profundas arribas rochosas, este local dominava uma extensa faixa de litoral, de aproximadamente 5 Km, entre o Cerro dos Touros a Este (confinando com a área do Posto Fiscal da Luz) e a Fortaleza da Boca do Rio, a Oeste (confinando com a área do Posto de Salema), a Norte abrangia uma área de 5 Km para o interior, permitindo cumprir a missão de vigilância com um efectivo de um cabo e quatro soldados.
Há semelhança da maioria dos Postos Fiscais da costa algarvia, a sua importância era reforçada pelo facto da linha de navegação das embarcações comerciais ser bastante próxima da costa, o que possibilitava excelentes condições para a prática de contrabando. Por nele estar instalado um farolete, desempenhou ainda um papel importante no apoio à navegação costeira, em especial às embarcações de pesca local.
Foi desguarnecido em 25 de Julho de 1990, através de Despacho do Comandante do Batalhão n.º 2, passando o edifício a servir de base de apoio à actividade operacional.
O último comandante de Posto foi o cabo n.º 696/846197- José Joaquim Venâncio Casinhas.

O Posto Fiscal da SALEMA
Há memória da existência deste Posto a partir de 1919, tendo sido seu primeiro Comandante o 2º cabo Daniel Azeredo. No entanto, só em 20 de Fevereiro de 1956, terá sido legalmente instituído, com a missão especial de cobrar imposto de pescado, ficando a depender organicamente da Secção de Lagos da 4ª Companhia do Batalhão n.º 2 da Guarda Fiscal, situação que manteve até à sua extinção.
Por despacho do Subsecretário de Estado do tesouro, de 1 de Dezembro de 1955, a Direcção da Fazenda Pública, adquiriu a José Joaquim Xavier, em 13 de Dezembro de 1955, um terreno com a finalidade de ali instalar um Posto Fiscal, que, cerca de três anos depois, veio a ser inaugurado, em 1 de Maio de 1959, como Posto Fiscal da Salema.
Situado no lugar de SALEMA, freguesia de Budens, concelho de Vila do Bispo, distrito de Faro, o Posto da Salema dominava uma área costeira compreendida entre a Fortaleza da Boca do Rio, a Este (confinando com a área do Posto de Burgau), e a Praia das Furnas, a Oeste (confinando com a área do Posto de Zavial), limites da respectiva zona de acção; a Norte abrangia uma área de 6 Km para o interior, permitindo cumprir a missão de vigilância com um efectivo de um cabo e seis soldados.
Foi desguarnecido em 25 de Julho de 90, através de Despacho do Comandante do Batalhão n.º 2 passando o edifício a servir base de apoio à actividade operacional.
O último comandante de Posto foi o cabo n.º 696064 - Joaquim Augusto Simões.
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