quarta-feira, 21 de abril de 2010

Exposição "A Guarda e República" no Quartel do Carmo: Uma vergonha!


Visitámos, pela primeira vez, a exposição que, anualmente, a GNR tem vindo a realizar no Quartel do Carmo. Como Guarda Fiscais, e no Comando Geral da Guarda que prometeu, em Lei, zelar pelo património histórico da GF não poderíamos deixar de nos sentir humilhados pela total, e propositada, ausência de referências à nossa centenária e briosa Guarda. Isto, claro, se não conhecêssemos, há muito, os intentos da GNR no que a este assunto diz respeito.
A GNR, como Força de Segurança que ainda está longe de ser e acreditar na Democracia, faz aquilo que, normalmente, os invasores fazem: tentar apagar todo e qualquer vestígio do invadido, desde a Língua às memórias. É o que acontece com a Guarda Fiscal.

Nem no vídeo sobre o futuro museu da GNR é feita qualquer referência ao património da Guarda Fiscal. Fala-se das guardas antecessoras (Guarda Municipal de Lisboa e do Porto) do relacionamento com os comandos territoriais de todo o país para se ir salvaguardando o património da GNR e pouco mais.

Mas quem é que a agora "democrata, republicana e abrilista" GNR pensa que engana?

Quem é que no tempo da monarquia carregava sobre os republicanos de Lisboa e do Porto? Não eram as ditas Guardas Municipais antecessoras da GNR?

Quem derrotou a 1ª revolta republicana de 31 de Janeiro de 1891, no Porto, matando alguns dos revoltosos e enviando para o exílio os restantes combatentes republicanos de entre os quais se encontravam algumas companhias de guarda fiscais? Não foi a antecessora Guarda Municipal do Porto?

Quem lutou ao lado dos monárquicos contra os republicanos do 5º Outubro de 1910? Não foi a Guarda Municipal de Lisboa?

Não é verdade que pessoal da Guarda Fiscal faleceu combatendo ao lado dos republicanos, pois o grosso das companhias de Lisboa estavam do lado da República em 1910?

Onde estava a GNR no 28 de Maio de 1926 aquando do derrube da I República? Quantos mortos teve em guarda da "sua" República?

Qual foi a primeira força de segurança a aderir ao 25 de Abril de 1974 e qual foi a última e a que mais entraves colocou para que a ditadura Salazar/Caetano caísse?

Quem substituiu com dignidade e humanismo a terrífica PIDE/DGS durante os primeiros anos da democracia no controlo de passageiros nas nossas fronteiras?

Pois é... mas os agradecimentos dos políticos democratas do pós-25 de Abril foi, não só extinguirem uma centenária Guarda que sempre esteve do lado dos ventos da História do país, como, o que foi mais humilhante, entregar o grosso dos que nela serviam e todo o património a uma Guarda que continua a ser mandada por os ultraconservadores do Exército, uma Guarda atrasada, e que quer fazer dos que nela servem não agentes de autoridade ao serviço do cidadão, mas ao serviço de ideais ultrapassados e nada democráticos, nem que para isso os tenha de manter sobre um regime autoritário a despropósito e com cargas horárias de "escravatura".

Os inúmeros estudos sobre o contrabando nas zonas raianas, os museus, caminhos do contrabando, e demais actividades culturais que florecem em torno desta temática bastaria para os responsaveis pelo museu e cultura da GNR tivessem outra visão sobre o valor do património da GF, mas...

Talvez seja altura de nós, "picachouriços", começarmos a dialogar no sentido de que a guarda do património passe da GNR para a Alfândega, instituição a quem sempre estivemos ligados e em que melhor, e com mais proveito para o país, teríamos sido integrados.

sábado, 13 de março de 2010

"ERNESTINA" de J. Rentes de Carvalho - reviva Trás-os-Montes dos anos 30 a 50 onde não faltam as vivências dos GFs.

Do nosso amigo Antero Neto, recebemos o e-mail, abaixo, sugerindo-nos a leitura do romance Ernestina (nome da mãe do autor e a quem dedica a obra), do galardoado escritor J. Rentes de Carvalho, pois pela sua leitura podemos recordar algumas das vivências ligadas ao serviço da Guarda Fiscal na raia terrestre.
Pela minha parte, penso tirar uns serões para me dedicar à leitura de Ernestina.

Em nome de todos os "picachouriços", agradeço ao Sr. Antero Neto esta preciosa informação.

Custódio Duarte.

"Caro gestor do blogue “picachouriços”, aproveito para lhe dar nota de um excelente livro que se intitula “Ernestina”, da autoria do meu conterrâneo e consagrado escritor J. Rentes de Carvalho. E esta nota vem a que propósito? Vem a propósito do facto de dois dos principais protagonistas do livro, o pai e o avô do narrador, serem guardas-fiscais. Nas páginas desta bela obra literária surgem descritas algumas vivências da saudosa Guarda-Fiscal, que certamente interessarão aos mais atentos.
Continuem o bom trabalho
Cumprimentos
Antero Neto
"

JUNTAMOS TEXTO SOBRE A OBRA E BIOGRAFIA DO ESCRITOR


Trás-os-Montes segundo J.Rentes de Carvalho

«Ernestina», de J.Rentes de Carvalho, editado pela Quetzal, é um convite para conhecer Trás-os-Montes. O livro foi um fenómeno editorial na Holanda.

«Ernestina» é mais do que um romance autobiográfico ou um volume de memórias de famílias ficcionadas. É um fresco de Trás-os-Montes, dos anos 1930 aos anos 1950, um romance que transcende o relato regionalista e que transpôs fronteiras, transformando-se num fenómeno editorial na Holanda.

Ernestina é também o nome da mãe do autor e da intrépida protagonista deste livro. Sobre ela J.Rentes de Carvalho disse: «Mãe de um só filho, a sua vida, que foi uma de tristeza, amargura e terrível solidão, dava um livro. Escrevi-lho eu. E a sua morte quebra o último elo carnal que me ligava à terra onde nasci. Felizmente são ainda muitos os laços que a ela me prendem»

http://colmeia.forumeiros.com/letras-f27/j-rentes-de-carvalho-t1088.htm


Mais informações consulte o site de J. Rentes de Carvalho http://www.jrentesdecarvalho.com/port/index.htm









BIOGRAFIA DE J. RENTES de CAEVALHO



J. Rentes de Carvalho (1930), de ascendência transmontana, nasceu em
Vila Nova de Gaia, tendo vivido aí até 1945. Frequentou no Porto o liceu
Alexandre Herculano, e mais tarde os liceus de Viana do Castelo e Vila
Real. Fez o serviço militar em Lisboa, onde simultaneamente frequentou os
cursos de Românicas e Direito. Obrigado por razões políticas a abandonar
Portugal, viveu no Rio de Janeiro, em São Paulo, New York e Paris, tendo
nessas cidades trabalhado para os jornais O Correio Paulistano, O Estado
de São Paulo, O Globo e a revista O Cruzeiro.
Em 1956 passou a viver em Amsterdam, na Holanda, para onde foi como
assessor do adido comercial da embaixada do Brasil. Licenciou-se na
Universidade de Amsterdam com uma tese sobre O povo na obra de Raul Brandão. Nessa univers
dade foi docente de Literatura Portuguesa desde 1964 até 1988. Desde então dedica-se principalm
ente à continuação da sua obra literária.

A sua bibliografia inclui um vasto número de colaborações em revistas, publicações culturais
e jornais portugueses, brasileiros, belgas e holandeses, dentre os quais se citam, além dos atrás
mencionados: Diário Popular, Expresso, Jornal de Letras (Lisboa); O Primeiro de Janeiro e Letras
& Letras (Porto); o diário de Bruxelas Le Soir e Ons Erfdeel (Bélgica); de Volkskrant (de 1989 a
2001); NRC-Handelsblad (de 1991 a 2000); Algemeen Dagblad; os semanários Vrij Nederland e
Elsevier; as revistas literárias Maatstaf, Literair Paspoort, Nieuw Foundland, De Gids, Atlas, etc.

É colaborador permanente da revista Periférica (http://www.periferica.org/).

Contos, ensaios e outros textos seus fazem parte de diversas antologias literárias e escolares
portuguesas e holandesas, destacando-se entre elas: Seara Hoje, Porto Editora, 1975; A Hora-2,
Porto Editora, 1977; Meesters der Portugese Vertelkunst, editora Meulenhoff, Amsterdam, 1970;
26 Nieuwe verhalen, editora De Arbeiderspers, Amsterdam, 1984; 28 Nieuwe Verhalen,
De Arbeiderspers, 1987; Hotel in Holland, editora Balans, Amsterdam, 1987; Goed gebundeld,
Meulenhoff, 1988; Ik herinner mij, De Arbeiderspers, 1988; Rusteloze reizen, editora Contact,
Amsterdam, 1990; Verre verlangens, Contact, 1991; Vreemde ogen, editora Prometheus, Amsterdam,
1993; Reis om de wereld in 80 verhalen, Prometheus, 1995; Reis om de wereld in 1000 bladzijden,
Contact, 1996, etc.

Para a editora De Arbeiderspers, de Amsterdam , dirigiu e escreveu os posfácios da edição em língua
holandesa das principais obras de Eça de Queiroz.

A sua biobibliografia acha-se incorporada desde a 9a edição na Grote Winkler Prins Encyclopedie,
a mais antiga (1870) das enciclopédias holandesas.

Pela sua contribuição para a cultura portuguesa foi agraciado em Dezembro de 1991 pelo Presidente
Mário Soares com o grau de comendador da Ordem do Infante D. Henrique.
A Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia concedeu-lhe em 1992 a medalha de ouro da cidade.

Alguma bibliografia em língua portuguesa: Saraiva, António José, prefácio a Montedor; “Dossier
J. Rentes de Carvalho” in Letras & Letras, Porto, nr. 88, 3 de Fevereiro 1993; Revista Ler nr. 38
Primavera/Verão 1997.
Eito Fora, nr. 19 http://www.trasosmontes.com/eitofora/ano2001.html
http://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/programas.htm



in:http://www.jrentesdecarvalho.com/port/index.htm

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Posto do Garducho transformado em Estação Biológica

O sr. Fernando Moital do CEAI - Centro de Estudos de Avifauna Ibérica - enviou-nos as fotos abaixo onde podemos ver o estado lastimável a que tinha chegado o antigo posto fiscal do Garducho, freguesia de Granja, concelho de Mourão, e a sua posterior recuperação e transformação na Estação Biológica do Garducho.

É um excelente exemplo de aproveitamento das antigas instalações da GF, pena é ser um caso raro.

A Estação Biológica merece certamente uma nossa visita, e será, penso, de grande interesse ambiental/educacional para todos nós. Um passeio familiar ao Garducho é uma sugestão que aqui deixamos. Terá é que haver um contacto prévio com os responsáveis da EBG.

Aqui vos deixamos o site:

http://www.ceai.pt/ebg/#ebg_infra_estrutura/galeria













terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

CONTRABANDO NA FRONTEIRA - debates em Lisboa a 3 de Março


Recebemos do sr. Fernando Moital o e-mail abaixo. Muito agradecemos o envio desta informação.



Contrabando na fronteira: debates em Lisboa a 3 de Março
SESSÃO CONJUNTA
3 Março 2010 (18h30)


na Livraria Ler Devagar da LX Factory (antiga Gráfica Mirandela)
Rua Rodrigues de Faria, 103 - Edifício G.03 – Alcântara - Lisboa (junto ao Largo do Calvário)


Com a participação de
Fabienne Wateau e Heriberto Cairo Carou,
em torno dos livros
Livro 1 - Contrabando na fronteira Luso-Espanhola. Práticas, Memórias e Patrimónios.
e
Livro 2 - Portugal e Espanha. Entre discursos de centro e práticas de fronteira.


Observações:


Livro 1:
Contrabando na Fronteira Luso-Espanhola. Práticas, Memórias e Patrimónios.


Dulce Freire ● Eduarda Rovisco ● Inês Fonseca (coordenadoras)
Durante séculos, o contrabando foi fundamental para as populações raianas. Impulsionando contactos e solidariedades entre as povoações de cada lado da fronteira, influenciou a construção das identidades locais e fomentou distintas percepções dos Estados e das Nações.
Nas últimas décadas, o êxodo rural e as políticas de livre circulação transformaram as funcionalidades tradicionais da fronteira. No contexto do debate sobre património, memória e cultura, este livro é um contributo para a reflexão sobre as mudanças ocorridas no contrabando e nos territórios historicamente a ele associados.
Contribuições de Paula Godinho, Daniel Lanero Táboas, António Míguez Macho, Ángel Rodríguez Gallardo, Eduarda Rovisco, Eusebio Medina Garcia, Dulce Simões (O contrabando em Barrancos: memórias de um tempo de guerra), José Maria Valcuende del Rio, Rafael Cáceres Faria, Inês Fonseca, Dulce Freire, Luís Silva, Luís Cunha, José Neves.
2009 – Lisboa, Edições Nelson de Matos (Col.Pensar-Navegar nº1)




Livro 2:
Portugal e Espanha. Entre discursos de centro e práticas de fronteira.


Heriberto Cairo Carou ● Paula Godinho ● Xerardo Pereiro (Coordenadores)
Através do estudo dos limites de Portugal e Espanha nos séculos XIX e XX, esta obra abarca a análise de vários dos discursos geopolíticos acerca da fronteira ibérica, bem como as práticas da construção das identificações nacionais.
Como resultado intercalar dum projecto internacional e multidisciplinar, que reúne antropólogos, historiadores, cientistas políticos e sociólogos de várias universidades de Portugal e Espanha, são discutidas e analisadas as perspectivas dos centros de poder - em Lisboa, Madrid ou Bruxelas - e os usos quotidianos pelas populações fronteiriças, repartidas por grupos sociais, tempos e lugares diversos, em conjunturas variadas e com interferências múltiplas, entre lugares e fluxos.
Contribuições de António Monteiro Cardoso, Dulce Simões, Eusébio Medina, Heriberto Cairo, Humberto Martins, Javier Franzé, José Maria Valcuende, María Lois, Paula Godinho, Rosa de la Fuente, William Kavanagh e Xerardo Pereiro.
2009 - Lisboa, Edições Colibri / IELT - Instituto de Estudos de Literatura Tradicional, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Contrabando na Fronteira Luso-Espanhola - práticas, memória e património

Contrabando na Fronteira Luso-Espanhola - práticas, memória e patrimónios, é mais uma obra de referência sobre a temática do contrabando.


"Durante séculos, o contrabando foi fundamental para a sobrevivência das populações da raia luso-espanhola. Ao impulsionar contactos e solidariedades entre as populações de cada lado da fronteira, esta actividade clandestina também influenciou a construção das identidades locais e fomentou distintas percepções dos Estados e das Nações. (...)"


domingo, 7 de fevereiro de 2010

Soldado da Guarda Fiscal - Vila Nova de Ficalho - 1935




imortalidade



Esta fotografia é tirada em Vila Nova de Ficalho, em 26 de Julho de 1935. Assim se lê no verso. O cenário é uma pintura decorativa, representando um caminho com flores à volta. Servia para qualquer fotografia, independentemente da diferença de escala provocada pela proximidade ou afastamento do modelo em relação a esse mesmo cenário.
No meu primeiro olhar, o homem parecia-me um militar da GNR. Mas não, é um guarda fiscal. Provavelmente não será da terra, porque os guardas fiscais nunca eram das terras onde prestavam serviço. Lembro-me de um que encontrei, uma vez, em Rio de Onor, nos anos setenta. Maldizia o isolamento e a distância. E lembro-me de outro ainda, virtual, o guarda Robalo, do conto “Fronteira” de Miguel Torga. Esse é que não era da terra, mas envolveu-se de tal maneira com Isabel, uma contrabandista daquela povoação, que se passou para outro lado, o dos contrabandistas. Encontrou o amor, venceu o isolamento, integrou outro espaço.
E com isto Torga escreveu um conto de mestria.

in:
http://funcionamento.blogspot.com/2005_07_01_archive.html

Posto da GF de Barrancos à venda


Ref. 6

Rua Dr. Filipe Figueiredo - Barrancos

Antigo Posto da Guarda Fiscal

Preço: não conhecido.



Etiquetas: Casas. Venda. Compra.

Guarda Fiscal guarda as Escadinhas do Duque - 1912





Guarda Fiscal guarda as escadinhas do Duque (Lisboa) após o Governo ter decretado a 30 de Janeiro de 1912 o estado de emergência ,entregando a Capital às “forças de segurança”, suspendendo as garantias e impondo o recolher obrigatório

in:http://causamonarquica.wordpress.com/2010/01/13/

sábado, 23 de janeiro de 2010

A sonda dos "Picachouriços"

A célebre sonda que esteve na origem da alcunha "picachouriços" com que eram conhecidos os guarda fiscais.

Onde seria este posto da Guarda Fiscal?




Meus Amigos.
Trata-se nada mais nada menos que o Posto de Vale de Janelas, da então companhia de Peniche.
Hoje e prezo muito que nunca o tenham deitado abaixo, está "inserido" no meio do complexo turístico "MARRIOT" na Praia d' El rei, com os seus campos de golf. O agrupamento de casas que se vê ao fundo são os denominados "Belgas". Tanta patrulhinha fiz por ali, meus deus.....
Rui Lima

Picachouriços agradece ao amigo Rui Lima a rápida identificação do posto. Pena é que não tenha sido devidamente recuperado e inserido com utilidade no tal complexo turístico.

Antigos contrabandistas contam como fugiam à Guarda Fiscal - Foios

A GUARDA FISCAL E O FORTE DA ERICEIRA

A Guarda Fiscal foi instalada, em 1891, no seiscentista Forte da Ericeira poucos anos após a sua criação em 1885. Foi seu primeiro comandante o tenente Gomes da Costa, futuro marechal e principal responsável pelo golpe de estado de 28 de Maio de 1926 que derrubou a I República e instalou a Ditadura Militar. Sendo a primeira força de segurança a estabelecer-se esta vila piscatória.


Com as designações de Secção Fiscal, Subdestacamento Operacional e Subdestacamento Fiscal (da Brigada Fiscal da GNR desde 1993) teve vários postos fiscais dela dependentes. Há notícia de os fortes de Mil Regos (em ruínas) e de Ribamar (casa de veraneio da GNR) pertencerem à Secção da Ericeira.


Nos anos oitenta do século vinte estavam em actividade os postos de Santa Cruz (actualmente abandonado e vandalizado), Assenta (actualmente abandonado e vandalizado), Praia das Maçãs ( desactivado e entregue ao proprietário) e Forte da praia do Magoito ( posto de observação LAOS da Unidade Controlo Costeiro da GNR).
[Conforme informação em comentário do Sargento Lima, que foi comandante da Fiscal em Santa Cruz, quando foi criado um novo  Posto misto em Santa Cruz que albergava o Subdestacamento da Brigada Fiscal da GNR( também extinto) e o Posto Territorial da GNR, o antigo posto foi por ele entregue às Finanças de Torres Vedras, antes do estado de degradação em que se encontra]


Com a extinção da Brigada Fiscal e a criação da UCC esteve previsto um Subdestacamento de Controlo Costeiro para a Ericeira, o que faria todo o sentido visto as unidades mais próximas distarem muitas dezenas de quilómetros ( Lisboa e Peniche) e estarem a ser feitas grandes obras de qualificação no porto. Por motivo que se desconhece o subdestacamento da UCC da Ericeira nunca foi criado.

Tendo permanecido cerga cerca de 120 anos ligado ao combate às infracções fiscais e à repressão do contrabando por desembarque costeiro a Guarda Fiscal/Brigada Fiscal da Ericeira foi extinta em 31 de Dezembro de 2008.


As suas instalações, no Forte, passaram, desde então. a servir de sede ao Posto Territorial da GNR.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O HUMOR E A GUARDA FISCAL

Uma das mais marcadas características da Guarda Fiscal era a boa disposição e alegria da generalidade dos seus elementos, contrariamente ao que sucede na generalidade das forças congéneres, e muito praticularmente na GNR, onde não há "espaço" para o humor e para a alegria, esses bens tão necessários a uma sã convivência social.
É claro que esse aspecto daria um bom tema para um estudo comparado ao nível da sociologia das forças policiais, mas...

É pois com agrado que passados tantos anos sobre a extinção da GF ainda vemos algumas manifestações de bom humor que lhe fazem "homenagem", certamente levadas a cabo por bem dispostos camaradas da nossa briosa.

Fotos publicadas em:http://mogadourense.blogspot.com/





sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Francisco Porfírio Martins Guarda Fiscal Reformado - Artesão, Carpinteiro e Contador de Lhonas



Francisco Porfirio Martins, mais conhecido por porfirio, guarda fiscal reformado, artesão nas horas vagas (serões),carpinteiro e contador de lhonas. Toda a gente o conhece pelas trovas que faz, nos dias da montaria.
Calcorreia o termo de san martino a procura das melhores raizes de urze, paus de zimbro e toda a matéria prima para executar os seus trabalhos.
In:

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Posto da Guarda Fiscal da Fronteira Terrestre de Marvão Vandalizado

O cabo João Santos enviou-nos estas fotos do Posto da Guarda Fiscal da Fronteira de Marvão. Um edifício de excelente traço arquitectónico e que se encontra num estado lamentável.

Mal vai um povo quando não preserva as marcas da sua memória colectiva! E que imensidão de memórias não haverá da "velha" Fronteira de Marvão.

Obrigado cabo João Santos.


























segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Posto Guarda Fiscal da Azoia, Sintra, à venda





É com lamento que encontramos mais um posto da GF à venda.
Situado na Aldeia de Azóia, a cinco minutos do Cabo da Roca, está inserido no Parque Natural de Sintra - Cascais. O posto tem excelente vista para o mar e para a serra de Sintra.
É pena que os SSGNR não aproveitem esta infraestrutura para lazer dos seus associados.

Recordações das colónias de férias da GF na Póvoa do Varzim e Ancão

Estação da CP de Mogadouro, onde Antero Neto apanhava o comboio para a colónia de férias da GF

Infelizmente não possuo fotografias dos maravilhosos tempos que passei nas colónias de férias da Guarda Fiscal, quer na Póvoa de Varzim, quer no Ancão.Mas possuo lembranças, que jamais se apagarão da minha mente, e pelas quais ficarei eternamente grato à Guarda Fiscal. Lembranças da alegria que senti quando, pela primeira vez, nos idos de 1975, o meu pai me comunicou que iria passar três semanas à praia. Lembro-me do ligeiro aperto que senti no estômago quando chegou a hora de partir. E do zelo da minha mãe que cosia as minhas iniciais na roupa que haveria de levar. Da nota de cem escudos cuidadosamente embrulhada num lenço. Do sorriso amigo do condutor que me haveria de levar (e aos restantes colegas) à estação de Caminho de Ferro de Mogadouro. Do bulício inusitado da plataforma de embarque. Do cheiro da automotora de bancos duros de madeira. Da chegada ao Pocinho, onde finalmente nos sentávamos nos bancos forrados do comboio. Que nos haveria de levar até S. Bento, com paragem demorada na estação do Tua, onde se nos juntavam os colegas da região de Bragança e de Mirandela. Da chegada à majestosa estação de S. Bento. Do carinho dos Guardas que nos encaminhavam para o jipe, para a transfega até à estação da Trindade. E da chegada à Póvoa, onde nos esperavam para nos conduzirem à fortaleza. De chegar e de ser recebido por um Guarda transmontano, que nos tratava como se estivéssemos em casa. Lembro-me de ficarmos com as últimas mesas no refeitório e com as últimas camas da camarata. E lembro-me da primeira noite, em que acordei debaixo da cama, cheio de frio, na madrugada húmida da Póvoa. E de caminhar em dupla fila indiana, pela avenida dos Banhos adiante, até às nossas barracas. Sempre sob a supervisão rígida e amiga do Sr. Monteiro, e do Sr. Fonseca. E dos pregões da praia. E do sargaço. E das estrelas do mar. E do primeiro mergulho (barrigada).E de nos despedirmos a cantar com lágrimas nos olhos: "Ó Zé, ó Zé, ó Zé / arrebenta a bexiga na caneca do café... colónia querida/ vamos-te deixar/ saudades sentidas/ havemos de levar/ e quando formos velhinhos/ aos pequenos contaremos/ esta vida da colónia/ que nunca mais esqueceremos..."E mais não digo porque já me estão a vir as lágrimas aos olhos.
Um abraço,
Antero Neto

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Posto abandonado da GF do Azinhal




O Posto da Guarda Fiscal do Azinhal
Durante quase todo o séc. XX, o Posto da Guarda Fiscal do Azinhal funcionou no Murtal, neste edifício construído no cume de uma colina sobranceira ao então Porto do Azinhal.
A Guarda Fiscal chegou a ter 8600 agentes no activo.
João Xavier
In http://azinhalalgarve.wordpress.com/2009/03/26/o-posto-da-guarda-fiscal-do-azinhal/

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Homenagem ao camarada Parada dos Santos morto ao serviço da GF - 1984



Venho por este meio recordar com saudade o grande amigo e camarada,que todos perdemos num trágico atropelamento numa Operação STOP,na noite de 20 de Agosto do ano 1984, na área de Chaves. Que a sua Alma descanse em Paz. J.Jorge